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Isabel Furini
Isabel Furini
25/02/2020 - 07:31
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Em 29 de Fevereiro, da 18h30m às 21 horas, acontecerá na Nikkei Curitiba, rua Padre Julio Saavedra, 598, Bairro Uberaba, o lançamento do livro "Namida Taiko”, de Franccis Yoshi Kawa e Helena Douthe.



O título do livro "Namida Taiko” (Lágrimas do tambor), revela o caráter dramático da obra. O Taiko é um tambor cuja superfície é confeccionada com pele de animal, e as músicas podem ser executadas com a mão ou com o uso de uma baqueta. O taiko exige sensibilidade rítmica e concentração para ser tocado com virtuosismo.

Vejamos o início do romance: "Era uma colônia como tantas outras que surgiram na década de 30, composta por imigrantes japoneses que conseguiram poupar dinheiro suficiente para comprar sua própria terra”.

Os escritores Franccis Yoshi Kawa e Helena Douthe uniram suas vozes para contar uma história que inicia em 1930, em uma colônia de imigrantes japoneses. No sexto capítulo fala do inverno de 1975, quando as plantações de café do Norte do Paraná amanheceram cobertas de geadas nunca vistas, e as consequências para as famílias da região que sobreviviam da agricultura. A adversidade muda o ponto de vista de alguns personagens do livro, gera ódio e obriga a tomar decisões. A narrativa desvenda as emoções: o amor, a ambição, os sonhos, o ódio, o rancor, e revela como as paixões humanas podem levar por caminhos impensados.

Namida Taiko é uma história recheada de drama, amor e dor, onde o taiko deixa de ser apenas um simples instrumento de percussão. A trama é complexa e está baseada em duas atitudes cultuadas pela cultura japones: a honra e a disciplina.

O livro "Namida Taiko” revela usos e costumes das colônias japonesas no Brasil, e despertará o interesse dos descendentes e de todos aqueles que gostem de ler histórias com nuances de mistério.

Serviço:
Lançamento do livro: Namida Taiko
Autores: Franccis Yoshi Kawa e Helena Douthe
Data: 29 de Fevereiro
Horário: A partir das 18h30m
Local: Nikkei Curitiba
Endereço: Rua Padre Julio Saavedra, 598, Bairro Uberaba - Curitiba



03/02/2020 - 11:52
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Breve fala sobre a vida

Gosto de pensar a vida humana como flores que nascem de um mesmo pé. Cada uma é uma manifestação divina em sua identidade e particularidade, mas todas estão na mesma raiz. Em sua beleza e nas incorreções, tudo o que se apresenta é um ser integral ligado ao todo. Cada detalhe de corpo ou personalidade completam o ser que se faz presente no mundo.

A Flor de Íris, por exemplo, tem uma presença indescritível. Suas cores e desenhos se apresentam escancaradamente belas. Já pela manhã apontam, abrem, nos entregam o que tem de melhor e morrem. O ciclo é tão rápido. Olhar uma Íris acabada de abrir é o mesmo que olhar o olho de Deus. Estar ali diante dela no mesmo momento de seu florescimento é algo a se admirar e festejar com todo júbilo e reverência.

Assim devíamos fazer com toda a vida que aqui está. Reverenciar cada ser.

O ciclo de vida humana não é muito diferente, apesar de durar muito mais, também tem seu momento de florescimento. Assim como a Íris, que muitas vezes crescem e estão prontas para abrir mas não florescem, somos nós. Temos uma força imensa, uma beleza nata, mas não desabrochamos. A diferença é que para a Íris não abrir não teve a vontade dela mesma. Apenas isso não aconteceu naquele dia. Mas para os humanos que somos não abrirmo-nos ao mundo para que se revele nosso melhor, muitas vezes – para não dizer sempre – há um impedimento vindo de dentro de nós mesmos. Os padrões, critérios e valores que adotamos e que acabam por nos limitar, nos cobrir de medo e nos retrair para a vida. Se apenas deixássemos ser, assumíssemos aquilo que somos sem medo ou comparação. Sem nos entregar à dualidade externa criada e imposta por nós, quem sabe assim poderíamos ver todos em seu florescer para a vida. Não estou falando aqui de coragem, de resiliência, força, abnegação ou autoafirmação. Estou falando em ser o que viemos para ser, livres.

"Toda substância acabará, o céu e a terra acabarão, tudo acabará como eu acabarei, mas acabar e começar não são diferentes…” – Tao



Flavia Quintanilha é poeta, nascida em Maringá-PR.Possui graduação em Filosofia pela Universidade Estadual de Londrina. É mestra em Filosofia pela Universidade Estadual Paulista e doutoranda em Filosofia pela Universidade de Coimbra. Membro colaborador do Instituto de Estudos Filosóficos da Universidade de Coimbra, pesquisa na área de Filosofia Prática e Ética com ênfase na Racionalidade Hermenêutica, Identidade Narrativa e Metapoesia. Em 2015 publicou o livro Aporias da Justiça: entre Habermas e Rawls, pela Novas Edições Acadêmicas e em 2018 o livro de poesia A mulher que contou a minha história, pela Kotter Editorial - selo Sendas
01/02/2020 - 20:32
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E AGORA, DRUMMOND?

Cala contigo
a terra
apenas aquela
que te encha a boca
do silêncio eterno.

Despeja numa nuvem calma
a leveza da tua alma
e o brilho da tua rima clara
na primeira estrela torta
que te convier.

Descansa tua retina fatigada
na rede da tua poesia agora calada
esticada, lá em cima
em algum lugar.

Lá nas alturas,
aceita, Carlos, teu Deus canhoto
explicando com a mão direita
as coisas deste mundo torto
e das suas criaturas.

Cala contigo, meu amigo
A tua vontade pouca
De aceitar esta vida besta e louca
Que não conseguiste mudar.

Sossega enfim teu verso inquieto
que inundou a todo instante
teu coração gigante
querendo a vida inteira
as dores do mundo carregar.

Segue teu rumo tranquilo
pois neste vasto mundo

cheio de "Josés" e "Raimundos"
nas pedras dos caminhos
contigo aprendemos a tropeçar.

Esquece agora as pedras do caminho
pisa agora teus olhos sozinhos
na trilha dos teus versos sem espinhos
para um eterno e novo despertar!

A madrugada vem a galope, no alazão
da noite.
No céu ente as nuvens , o rastro que fica são estrelas.

Do livro REENCANTO Il Antologia Poética
(páginas 56/57) Editora Massoni - Maringá ,PR.

Foto de Antonio Roberto de paula
Foto de Antonio Roberto de paula - Jaime Vieira poeta, professor e palestrante.
Jaime Vieira poeta, professor e palestrante.
31/01/2020 - 09:29
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SEGREDOS DO AMOR

Os segredos do amor
estão guardados
em uma caixa de rapé

difícil é discernir
quando abrir a mente e o coração
e quando bradar, grunhir
e se afastar
para evitar a aflição.

Isabel Furini

18/01/2020 - 22:43
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Em 29 de janeiro, a partir das 18horas, no Desafinado Café, rua Martín Afonso, 857, bairro Mercês, Curitiba, a escritora Celina Bezerra estará autografando os livros infanto-juvenis " Sabrina, a menina albina", e "Bruna".

"Sabrinha, a menina albina", é uma obra sensível dedicado às pessoas com albinismo. É um livro de inclusão e respeito à diversidade.
Nesta oportunidade, o bate papo com a autora permitirá que os leitores recebam mais informações sobre a construção desse livro e os objetivos.

Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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