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Isabel Furini
Isabel Furini
04/11/2019 - 18:34
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O trabalho a quatro mãos dos escritores de fição Franccis Yoshi Kawa e Helena Douthe chama a atenção dos leitores. Não é comum esse tipo de parceria quando falamos de livros de ficcão. Mas, eles já conseguiram publicar dois livros. "Os Velhacos”, foi lançado em maio/2019, pela pela editora Insight de Curitiba. Franccis Yoshi Kawa escreve contos. Ele acadêmico da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia), Cadeira 38.

1) Franccis, conte como é essa experiência, que poucos romancistas experimentaram, de escrever um romance a quatro mãos. Vocês organizaram os capítulos antes de iniciar o trabalho ou as ideias foram surgindo aos poucos? Houve discussões?

No primeiro livro, uma pessoa ligada à editora nos perguntou como conseguimos terminar, pois a maioria das pessoas que começava a escrever junto não terminava. Aí respondemos que somos uma dupla improvável, como disse o prefaciante do "Ajoelhar Jamais”. Essa pessoa nos contou que a maioria das pessoas que não conseguiram terminar a obra, convidaram amigos ou alguém que tenha algo em comum para escreverem juntos. Talvez por terem pontos de vistas e habilidades semelhantes, entram em conflito. Portanto, não é comum convidar uma pessoa desconhecida, participante de uma palestra para serem coautores, como foi o nosso caso. A palestra em questão, era da professora Isabel Furini no Shopping Estação, "Como Escrever um romance”. Estudamos, fizemos um projeto que é algo parecido com uma sinopse para servir de guia. O nosso trabalho é complementar, cada um vai encaixando o texto dentro de um contexto. Já houve discussão, mas serviu para aperfeiçoar a técnica e evitar novos atritos.


2) Como surgiu o título do livro?

Logo no início do livro, os primeiros personagens que são estelionatários, decidem deixar a cidade grande. Passando por um vilarejo do interior, descobrem que os comerciantes locais aparentemente idôneos, estão praticando preços abusivos explorando os clientes que são trabalhadores do campo. Daí o título do livro. No decorrer da narrativa, os verdadeiros velhacos não são os comerciantes, mas a oligarquia de velhacos que parasitam a custa do povo que vive na penúria.


3) Esse processo de escrever romances a quatro mãos foi fácil ou foi complicado?

Trabalhamos em cima de uma ideia geral, que serve de guia e dá sustentação a narrativa. Acho que é uma espécie de técnica que desenvolvemos. O trabalho é prazeroso e nada complicado.


4) Quais foram as diferenças entre o trabalho do primeiro livro "Ajoelhar Jamais”, e do segundo "Os Velhacos”? Vocês sentem que cresceram como escritores com esses trabalhos?

O trabalho é o mesmo. A narrativa é sustentada por uma estrutura básica que serve de guia para que nenhum de nós fuja do contexto. Não dá para comparar o primeiro livro com o segundo, pois a proposta de cada livro é totalmente diferente. O terceiro será totalmente diferente de anteriores. Cada trabalho é um aprendizado e uma experiência nova.


5) Na opinião, qual é a parte mais emocionante do livro "Os Velhacos”?

O momento mais emocionante é o Timóteo sendo deixado pela sua amada patroa. Olhando o carro se afastar, fica conjecturando se a sua vida teria mudado se tivesse tido a coragem de roubar um beijo, mas logo se conforma dizendo para si mesmo que nada teria mudado com um beijo. Ela jamais o aceitaria como namorado. Está engrandecido com o sentimento de dever cumprido. Está retornando depois de um longo tempo longe de casa. Está feliz, pois tem uma história para contar.

6) Os leitores se manifestaram sobre o livro? Qual teve mais elogios "Ajoelhar jamais” ou "Os Velhacos”?

O livro "Os Velhacos” apesar de recém-lançado está sendo mais bem divulgado, portanto o retorno é maior. Por enquanto as pessoas que leram se manifestaram positivamente.


7)Qual é a expectativa de vendas do livro?

A expectativa é boa! Tenho informações que pessoas fora de grupos de amizades estão adquirindo o livro, isso é ótimo! As Livrarias Curitiba também estão dando o seu apoio para divulgar a obra.

02/11/2019 - 07:15
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Quando uma poeta sensível e de grande destreza com a palavra dá voz a um livro de belas fotografias, o resultado é uma obra com excelência tanto no texto quanto nas imágens. A obra "Mahadevi - a árvores da vida", nasceu da pareceria entre a poeta curitibana Etel Frota, e a fotógrafa mineira Dani Leela, surgiu a obra "Mahadevi".



O título do livro, Mahadevi, é uma palavra sânscrita, que significa "Grande Deusa" (maha=grande) (devi: deusa). Devi tem relação com o aspecto feminino do divino.

Belas fotografias e textos bem elaborados, além da arte gráfica caprichada da Kotter editora, fazem que esse livro seja amado pelas leitoras. "Nama" (nome) e "Rupa" (forma), ou seja, as palavras e as imagens do livro alimentam a alma.

Vejamos o prefácio, escrito por Sahwenya Passuello:

"Desde as civilizações antigas até a sociedade contemporânea, o ser humano adotou a imagem como primeira forma de linguagem e expressão. A fotografia segue configurando o doce mistério de preservar momentos que contam histórias às gerações seguintes.

Nesta obra, a autora Dani Leela compartilha seu sensível olhar, contando através da "arte fotográfica” a essência de sua história.

Participei da construção sutil de manifestação do livro "Mahadevi”, nos bastidores de um ciclo de cura da autora que ora se apresenta.

Antes de ser imagens, a tristeza convidou a chegada da força de vida, o medo buscou conhecer a coragem, as lágrimas viscerais pediram para lavar os caminhos, florescendo virtudes férteis no solo árido. Foi assim que a vida se fez viva outra vez.

A parteira gestou a dor da ausência de si mesma, dando à luz o nascimento do "Olhar”, intuitivamente registrando, à sua volta, tudo que a tocasse, reconstruindo em amor o ventre de si mesma.

Essa é a beleza do "feminino”. Como sábia árvore, mesmo quando "cortada” revela abaixo do solo uma "outra” árvore em suas raízes, onde descobre uma força desconhecida capaz de autorregenerar-se e reinventar-se instintivamente, "renascendo” ainda mais forte e plena.

Amado(a) leitor(a), as imagens da misteriosa Jornada ao "Sagrado Feminino” ofertadas em cada página desse livro, juntadas à arte da poesia, fortaleceram-me em poder e bênçãos.

Que, ao ingressar em sua própria "Jornada ao Coração, o poder "Mahadevi” possa despertar a força ancestral de todas as mulheres em suas linhagens Ancestrais, com o poder e o amor das Bênçãos da "Arvore da Vida”.
Com amor

Sahwenya Passuello
31/10/2019 - 00:47
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Arte digital de Isabel Furini
Arte digital de Isabel Furini

Era uma bruxinha linda,
com cabelos cor da noite.
A bruxinha era querida,
mas, havia uma coisa esquisita
(que os vizinhos criticavam)
pois a bruxinha falava
com uma velha vassoura.

Os vizinhos não sabiam,
mas a vassoura respondia.
E não era muito educada.
- Vamos voar? - perguntava
a bruxinha suavemente.
E a vassoura respondia:
Voar agora. Você é demente?

Cansada de ficar falando
com uma vassoura irritada,
a bruxinha decidiu guardar
a vassoura em um armário.
E a vassoura chorava.
Gritava: - Aqui dentro é escuro.
Quero voar sobre os muros
e visitar outras terras.

Até que um dia chegou um mago
e depois de ouvir a história,
disse com voz peremptória*:
- A raiva de sua vassoura
não é real, é ilusória.
Ela precisa de um amigo.
O mago abriu uma caixa
enfeitada com espigas de trigo.

Dentro havia um esfregão.
A bruxinha abriu o armário.
A vassoura e o esfregão
ficaram um tempo se olhando...
por fim, começaram a falar
e também a namorar.
E assim termina a história
da vassoura tagarela.

Isabel Furini

*Significado de "peremptória": firme, categórico, definitivo.


CRUZADINHA

HORIZONTAL:


1. Quem é a dona da vassoura?
2. Onde a bruxinha colocou a vassoura?
3. como estava o armário?
4. Quem chegou?
5. O que ele trazia?
6. Enfeitada com espigas de...?
7. Como era a voz do mago?
8. O que tinha na caixa?
9. Os dois começaram a...


Arte digital de Isabel Furini
Arte digital de Isabel Furini
28/10/2019 - 10:19
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AO TELEFONE, A TUA VOZ

Gustavo Henao Chica

Já não é como antes
Tua voz ao telefono.
Já não está atenta
Se demora
E às vezes não chega
E quando chega
Gostaria de ouvir uma voz amorosa
Feliz, complacente.
Já não é como antes
Tua voz ao telefone
É um canto ausente,
Parco,
Desanimado,
Tua voz ao telefone
É uma melodia dolorosamente
formosa.
Já não é a mesma tua voz ao telefone
Não suspira,
Silencia,
Já não é a voz que esperava
Para falar
Não é a palavra que desejava ser ouvida,
É somente a voz
Que ficou em uma fronteira,
Como se um muro
A tivesse detido
Já não é a voz alagada
Que se deleita,
Silaba a silaba
Já não é a voz que se
Saboreia e abunda…
25/10/2019 - 13:40
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Poesia e Banana
>efemérides

Aqui, nesta esquina
onde hoje reluz
a máquina de suco de laranja

Houve outrora
uma prateleira de ovos
e uma balança
onde se pesavam
frutas e legumes

Nesta esquina
encontrei, certa vez, Maria Célia

Ela carregava uma penca de bananas
Eu tinha os cabelos molhados

Tínhamos, as duas,
a afobação de mães
em hora de almoço
em dia de colégio

Pouco que nos conhecíamos
nos reconhecemos
e nos abraçamos
abrançando-nos
às bananas

Ocorreu, então,
que falamos de poesia
por meio minuto

Por meio minuto atrasamos
o nutrir das nossas crias

Por meio minuto
falamos
de poesia

Em meio minuto
doméstica liturgia
consagramos a esquina dos ovos
banana e poesia

Reconhecemo-nos
eternamente

Etel Frota

Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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