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Isabel Furini
Isabel Furini
29/05/2020 - 09:43
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OS DEUSES TAMBÉM DIZEM ADEUS

Naquele dia você me olhou
como quem fita um deserto,
escorregou um sorriso pelo canto da boca
como quem me atira ao precipício mais fundo do mundo.

A caverna estava aberta,
eu vi como você se movia,
saindo pelas paredes
como quem brinca de revelação.

Nós, homens, aqui fora no mundo,
mergulhados no vazio sem lembranças,
mal sabemos por quanto tempo
faremos da vida um caminho sem direção.

Naquele dia
- guardião dos segredos -
você sabe que eu soube:
os deuses também dizem adeus!

(Nic Cardeal, na Antologia 'A arte poética de Carlos Zemek' (e-book), organização de Isabel Furini, maio/2020)
Poema inspirado no quadro 'O guardião da caverna', de Carlos Zemek.

28/05/2020 - 08:50
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Jean Narciso Bispo Moura, curador do Prêmio Literatura &Fechadura, convida os poetas para participar da Terceira edição.

REGULAMENTO DO PRÊMIO LITERATURA & FECHADURA – 2020
O presente regulamento visa receber obras literárias do gênero poesia, cuja temática será livre. O candidato ao realizar a inscrição, aceitará tacitamente as regras deste certame.

1 – FINALIDADE DA PREMIAÇÃO: Fomentar a produção literária, no gênero poesia, assim como também reconhecer e premiar por meio deste concurso, poetas com obras inéditas.

2 – PERÍODO: 25 de maio à 28 de junho de 2020
A inscrição será recebida exclusivamente pelo e-mail: [email protected]
Assunto: Prêmio Literatura e Fechadura – 2020/ Nome do candidato/ cidade/estado e país.

3 – NORMAS PARA ENVIO
3.1 – A responsabilidade pelo envio será de inteira responsabilidade do candidato, não podendo alegar desconhecimento, devendo atender integralmente ao solicitado no regulamento. Os autores postulantes ao prêmio deverão seguir as orientações abaixo sob pena de exclusão de sua candidatura.
3.2 – Apresentar uma obra em língua portuguesa atendendo o gênero poesia.
3.2 b – É vedado inserir no interior da obra: figuras, desenhos, fotos ou quaisquer outras imagens, bem como elementos pré e pós-textuais. Para o caso de constatar-se o descumprimento deste item o candidato estará automaticamente eliminado do certame, não cabendo recurso ou reenvio da obra inscrita.
3.3 – Encaminhar uma obra inédita compreendida como aquela que ainda não foi publicada integral ou parcialmente em livro impresso e/ou online. Fica vedado o envio de mais de uma obra por autor.
3.4 – Na parte superior da folha de rosto deverá conter: Prêmio Literatura & Fechadura, juntamente com o título da obra, nome do autor, cidade, unidade federativa e país.
3.5 – Respeitar a data-limite de inscrição.
3.6 – A obra deverá ser encaminhada em formato Word, fonte Arial, tamanho 12 para o corpo do texto e título 14, a obra inscrita deverá conter no mínimo 50 e o máximo de 90 páginas em A4.
3.7 – Os casos de plágio serão comunicados às autoridades competentes.

4 – ANÁLISE DAS OBRAS
O júri fará a avaliação às cegas das obras aptas para o concurso. No momento do recebimento do material será retirado o nome do autor e colocado uma numeração no livro concorrente. Não será permitido inserir no corpo do texto qualquer menção ou referência de autoria, este espaço reservado apenas na folha de rosto.

5 – ETAPAS DO CERTAME
Finalistas: novembro
Vencedores: dezembro

6 – AOS PREMIADOS
6.1 – Os vencedores deverão assinar o contrato e registrar em cartório, não podendo até a data do lançamento da obra, divulgar nenhuma parte da obra premiada, sob pena de rescisão contratual e multa.
6.2 – Primeiro lugar: 30 exemplares da obra impressa;
Assinatura de contrato com a Editora Folheando.
6.3 – Segundo lugar: 20 exemplares da obra impressa;
Assinatura de contrato com a Editora Folheando.
6.4 – A decisão da comissão julgadora é soberana, podendo até mesmo decidir sobre questões não abrangidas nesse regulamento.

Jean Narciso Bispo Moura
Curador do Prêmio Literatura & Fechadura
26/05/2020 - 09:42
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Existem muitas expressões ou ditados populares, que às vezes não são entendidos, principalmente pelas crianças.
Os ditados populares fazem parte do povo. Todos têm um significado do qual podemos tirar uma moral que nos serve como conselho, pois nos transmitem sabedoria e ensinamentos.

Podemos dizer que muitos ditados populares nos remetem à poesia, muitos deles foram usados ou criados há muito tempo, enquanto outros por brincadeiras e para fazer graça, e hoje são usados para transmitir algo que queremos dizer em poucas palavras. Os ditados populares são didáticos, e, é extremamente interessante ensinar às crianças o significado deles, ou de alguns mais usados no dia a dia, pois com eles, a criança aprenderá sobre temas diversos e também, o emprego das metáforas e da linguagem figurada.


Existem alguns mais usados como:
Acabou em pizza, empregada quando algo errado é julgado sem que ninguém seja punido.
Voto de Minerva, também conhecida como "voto de desempate” ou "voto de qualidade”.
Ficar a ver navios é uma expressão popular que significa ser enganado.
Dar de mão beijada - A expressão "dar de mão beijada”, usada para se referir ao ato de dar algo de forma espontânea e gratuita.
Engolir sapos- credita-se que a expressão tenha se originado a partir dos relatos bíblicos das pragas que atingiram o Egito no tempo de Moisés.
Tirar o cavalo da chuva – Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
Há muitas destas expressões, mas vou me ater em uma especificamente por ter presenciado o fato, além de interessante passou a ser cômico. Criança sempre nos dá muitas razões para rir.
Domingo, à tarde fui visitar um parente que estava acamado, fazia dias que estava em um tratamento intensivo.
Estávamos reunidos com outros membros da família, a conversa sempre muito boa, apesar do doente.
Havia primos, que não via há tempo, que trouxeram seus filhos pequenos.
Minha prima, tem uma filhinha de 5 anos, uma graça, além de inteligente é muito peralta, pois estava sempre aprontando alguma, por isso os pais não podiam se descuidar dela, e estava sempre sob os olhares de algum adulto.
A roda da conversa aumentava, todos queriam saber das novidades e notícias de algum parente ausente.
Após um delicioso café, todos voltamos para continuarmos o gostoso bate-papo.

Um pouco mais tarde, chegou uma tia, que viera para passar uns dias junto à família para ajudar nos cuidados com o doente.
Mesmo antes de vê-lo, foi logo perguntando:
-Como ele está hoje?
E aí, alguém começou a falar, mas como estava com a voz um pouco alta foi alertada.
- Fale baixo, pois aqui as paredes têm ouvidos.
A conversa continuou por um bom tempo.
De repente, minha prima sentiu falta da sua filhinha, onde foi parar a menina? Todos começaram a procurar por ela, a casa era grande, muitos cômodos.
Todos chamando por ela, e nada de respostas.
Repentinamente, alguém gritou:
- Ela está aqui, no quarto dos fundos. Corremos todos.

Minha prima enlouquecida falou:
Minha filha, o que está fazendo aqui, longe de nós, já avisei a você que não a quero longe de minhas vistas.
A pequena bem depressa e muito contrariada falou:
- Estou procurando os ouvidos nas paredes, já procurei em quase todas elas, e até agora não vi nenhum ouvido.
Não entendemos nada. Então minha prima ajoelhou-se na frente da filha e falou:
-Explique para a mamãe, por que você está procurando ouvido nas paredes?

Então, ela meio chorosa disse:
-A vovó falou para a titia falar baixo porque aqui, as paredes têm ouvidos, eu só queria vê-los.
Sem muito pensar todos puseram-se a rir.
A expressão: "As paredes têm ouvidos”, foi levada literalmente, ao pé da letra pela pequena, que não sabia nada sobre ditados populares.

Marli Terezinha Andrucho Boldori é escritora, professora e poeta, autora do livro "A magia do amor".
22/05/2020 - 09:27
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Esta crônica de terça - feira escrevi no domingo, após uma caminhada na pista da pracinha do bairro onde moro. A tarde despedia-se em cores suaves e no voo das pipas, enquanto observava as folhas caídas no caminho, tingindo de amarelo e tons terra, o chão áspero. Então encontrei uma linda e singela flor desenhada com giz azul - claro, no total teria sete pétalas, mas duas delas estavam apagadas...

Pensei no significado daquela imagem: uma flor, mesmo sendo traçada com giz alegrou meus olhar e pausa, inspirando - me poesias; na solidão da flor a sensação dos sonhos, talvez, de paz ou de esperança das misteriosas mãos que a desenharam.

Evitei pisar em suas breves pétalas, tirei uma foto, guardei o "clic” em meu coração. Na fragilidade do giz a força de uma atitude - poesia viva! Pode parecer curioso ou estranho, SE EU DISSER que pensei em voltar ao local no outro dia, logo cedo, e completar as pétalas que faltavam, e assim a flor permaneceria por mais tempo enfeitando o caminho de quem por ali passasse...

o vento desfaz
outonal imagem -
flor de giz...

Vanice Zimerman IWA
19/05/2020 - 17:07
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Grunhido

O abismo
não é um floco dissipável de neve
a tristeza grunhe
ao lado de serôdias rosas

Jean Narciso Bispo Moura

Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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