07/12/19
32º/19ºLONDRINA
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Isabel Furini
Isabel Furini
17/09/2019 - 10:55
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tempo
encontra-se
curto
deparamos
longo
caminho

(Maria Luísa Bontorin Dipp)

respirando
vive-se
saboreando
vida
percebe-se
poesia

(Maria Luísa Bontorin Dipp)

Brasil
Natureza
encanta
eterna
pátria
amada

(Maria Luísa Bontorin Dipp)

aldravia
poesia
brisa
suave
afaga
coração

(Maria Luísa Bontorin Dipp)

tempo
pra
pensar
silêncio
falando
acabou

(Maria Luísa Bontorin Dipp)


Malu Bontorin na fotografia do Decio Romano
17/09/2019 - 00:00
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IEMANJA
TRAZ
MISTÉRIOS
DAS
ÁGUAS
PROFUNDAS

SYOMARA GUERRA

***

LINDO
AMARELO
DOS
CAMPOS
COM
GIRASSÓIS

SYOMARA GUERRA



ONDA
TECE
NA
PRAIA
ESPUMA
RENDADA

SYOMARA GUERRA

***

CASCATA
ÁGUA
CAINDO
NUM
FINO
VÉU

SYOMARA GUERRA

***

TEUS
OLHOS
AZUIS
LEMBRAM
O
MAR

SYOMARA GUERRA
***

ONDA
TECE
NA
PRAIA
ESPUMA
RENDADA

SYOMARA GUERRA
16/09/2019 - 16:10
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Instalação do Movimento Aldravista de Curitiba.

Organizadoras: Eliane Martins Quadrelli Justi e Cyroba Cecy Braga de Oliveira Ritzmann
O evento recebeu o apoio de alguns instituições culturais e educacionais, entre elas:
Centro de Letras Academia Paranaense da Poesia
Colégio Estadual do Paraná
E também instituições de outras localidades, como a Academia de Artes, Ciências e Cultura de Mariana - MG.; Academia Literária Lapeana - Lapa, PR; e outras.



O movimento Aldravista nasceu no ano 2000, na cidade de Mariana, MG., e na atualidade esse estilo poético tem representantes até em algumas cidades da Europa.

Os aldravistas procuram o máximo de ideias, emoções, sensações, ou seja, o máximo do espírito poético com um mínimo de palavras.
Aldravias tem 6 versos (linhas), e só uma palavra por linha. O desafio é que o poema precisa comunicar alguma ideia, ter sentido completo.

Vejamos alguns exemplos:

no
boteco
da
esquina
Maria
capina

Maria Antonieta Gonzaga Teixeira - Acadêmica da AVIPAF - Cadeira 10

***

tecido
tatuado
vida
esculpindo
tempos
vividos

(Maria Luísa Bontorin Dipp) -


Visão
audição
olfato
paladar
tato
Maravilhas!

Vera Lúcia Cordeiro - Acadêmica da AVIPAF cadeira 15
15/09/2019 - 11:36
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já não escuto
sou todas as línguas
ditas em sussurro
vapor da boca em frio

cobrimos a névoa de força
e não a rompemos

batida cadente do tambor dito em cuore
é dessa cor que forjo minha coragem
num rio que corre arrastando as penas

Fla Quintanilha



Flavia Quintanilha é poeta, nascida em Maringá-PR. Possui graduação em Filosofia pela Universidade Estadual de Londrina.  É mestra em Filosofia pela Universidade Estadual Paulista e doutoranda em Filosofia pela Universidade de Coimbra. Membro colaborador do Instituto de Estudos Filosóficos da Universidade de Coimbra, pesquisa na área de Filosofia Prática e Ética com ênfase na Racionalidade Hermenêutica, Identidade Narrativa e Metapoesia. Em 2015 publicou o livro Aporias da Justiça: entre Habermas e Rawls, pela Novas Edições Acadêmicas e em 2018 o livro de poesia A mulher que contou a minha história, pela Kotter Editorial - selo Sendas.
14/09/2019 - 13:51
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Na tarde de ontem uma senhora, a qual já é minha freguesa de roupas, que doo a ela e aos filhos, veio saber se eu tinha mais alguma peça, pois ela, às vezes consegue vender algumas para juntar um dinheirinho a mais.

A filha adolescente veio junto, uma menina muito bonita que se bem cuidada seria uma princesa. Ela me contou que no final de semana haveria uma festa no salão do colégio para uma confraternização da turma, porque os alunos iriam para outros colégios e outros ficariam sem estudar.

Percebi que ela estava querendo me dizer mais com a sua história, e por isso lhe perguntei:-

-E você está animada com a festa?

Ela ergueu seus lindo olhos cor de mel, e me respondeu:

- Eu gostaria muito de ir, mas nem sapatos eu tenho, pois a mãe só compra tênis, que serve para a escola e outros lugares, mas para uma festa não. As meninas estão se preparando há muito tempo, por isso, nem penso mais no assunto.

Olhei para a mãe dela, que estava de cabeça baixa, estava com vergonha do que a filha me contou. Acabei ficando sem graça e lhe disse que iria tentar ajudar, pedi a ela que passasse em minha casa no dia seguinte.

Fiz o impossível para conseguir algumas roupas e sapatos, como não tenho filhos adolescentes, procurei uma amiga que tem duas meninas da mesma idade dela. Minha amiga ouviu a história e se comoveu, assim como eu. Acabei trazendo muitas roupas para a garota.

Na hora marcada ela chegou em minha casa. Mostrei um lindo sapato, ela vibrou de alegria, aí fomos vendo as roupas. Tudo ficou maravilhoso, então pedi a ela, que no dia da festa viesse pronta para darmos um jeito no cabelo. Assim, no dia da festa ela veio com a mãe, estava mais linda do que eu havia suposto que ficaria. O cabelo um pouco amarrado para aparecer os brincos. Olhei a imagem dela refletida no espelho e minha mente viajou para uns anos antes, dizem que devemos controlar nossas emoções, mas nem sempre conseguimos, as lágrimas rolaram intensamente sobre o meu rosto, chorei e soluçando pedi desculpas e um tempo para me recompor. Ela me perguntou o porquê do meu choro tão sentido?

E, já mais calma e sem chorar contei a história, que naquele momento voltara em minha memória.

Eu fazia o curso de magistério e a formatura era organizada durante os anos em que fazíamos o curso, havia uma mensalidade para os gastos do dia da formatura, mas nestes gastos não entravam vestido, sapato, acessórios e arrumação de cabelo. A formatura era muito bem planejada, pois é um curso do qual saímos com diploma e já podemos lecionar, depois de quatro anos somos professoras, o curso superior vem após, mas muitas já estão trabalhando em escolas.

No dia marcado, haveria missa e, em seguida a colação de grau, quando o pai acompanhava a sua filha. E lembro como se fosse hoje, uma colega chorando na porta da igreja, quando ela chegou com o pai, estávamos nos organizando para entrar na igreja em fila, e cada uma acompanhada pelo pai ou pela mãe. Quando ela viu que todas estavam bem arrumadas, e todas calçando sapatos pretos, ela soluçava, as nossas professoras foram tentar ajudar, mas não houve jeito, e nem dava mais tempo para nada, ela e o pai estavam de chinelos de dedo. Estavam bem arrumados, mas não tinham sapatos, quem sabe se ela tivesse nos falado ou confiado em alguma colega, tudo estaria arranjado, mas infelizmente o final foi triste, ela não quis entrar. Recebeu o seu diploma em outro dia, na Escola.
Este fato abalou a todos que ali estavam, jamais esqueci deste dia.

Quem sabe se ela confiasse e aceitasse que outra pessoa arrumasse o sapato para ela, tudo ficaria bem. Sei que ela se formou e estava lecionando, mas nunca mais a vi. Ainda me dói na alma o que senti naquele dia da minha formatura. Éramos em duas grandes turmas e todas ficaram sabendo do ocorrido e tudo seria diferente se ela tivesse um par de sapatos, foi lamentável.


Marli Terezinha Andrucho Boldori nasceu em União da Vitória, Paraná, graduou-se na FAFI/UNESPAR, União da Vitória, em Letras/Inglês e pós graduou-se em Produção de Textos pela FAFI/UNESPAR.
Acadêmica da ALVI, Academia de Letras do Vale do Iguaçu de União da Vitória.
Acadêmica da AVIPAF, Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia.
Colunista do Jornal Caiçara de União da Vitória.
Lançou os livros" Pensando a Vida" e
"A Magia do Amor".
Tem participação em 13 livros de Antologia.
Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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