Poema de Maria da Gloria Colucci
PALAVRAS AO VENTO
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Sem sentido, sem coração,
Sem propósito, sem razão.
Palavras rudes, inveja cruel,
Disfarçam o medo, amargo fel.
Porque me feriu, se estou ferida?
Porque me agrediu, se sofro tanto?
Palavras ao vento, pura maldade:
- Dores espalham, perversa saudade.
*
Comentário de Sonia Cardoso
Um grito de angústia sem que haja uma resposta cabível, a dor que reverbera pelo tempo presente e passado próximo, as palavras mesmo que poéticas me remetem a angústia de Silvia Plath ou da deusa Demeter.
Em sua dúvida pelos motivos tanto da agressão como do sofrimento que ela causa, o grito que tenta explicar motivos que sabe infundados para si é para o agressor. Dilacerante sofrimento.
*
Comentário de Isabel Furini
Maria da Gloria convida o leitor a refletir sobre o poder das palavras. As palavras podem machucar a alma humana. A autora do poema nos conduz pelo caminho da reflexão. Compara as palavras ao amargo fel. As palavras podem espalhar dores... ferir a sensibilidade humana. Fica oculto o convite para ser cuidadoso com as palavras que se pronunciam.