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05 ago 2011 às 12:29
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Convocado para amistoso com Alemanha, londrinense Fernandinho quer aproveitar a oportunidade para impressionar o técnico Mano Menezes

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Thiago Mossini
Reportagem Local

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Onze meses atrás, um londrinense saía da alegria extrema para um drama. O meia Fernandinho, do Shakhtar Donetsk, fazia seu primeiro jogo pelo clube ucraniano após voltar de uma semana treinando com a seleção principal. A equipe vencia o Obolon Kiev por 1 a 0, até que ele foi tentar um chute a gol e foi calçado pelo adversário. Fernandinho fraturou duplamente a tíbia direita e perdeu o restante da temporada e uma possível convocação para a Copa América. Agora, quase um ano depois, vê uma nova chance surgir com a convocação para o amistoso do Brasil contra a Alemanha, na próxima quarta-feira, em Stuttgart, e não quer desperdiçar.


''O importante é que consegui me recuperar bem e voltar a jogar bem. A convocação faz parte dessa sequência boa'', disse Fernandinho, que em seis anos no Shakhtar, conquistou quatro vezes o Campeonato Ucraniano, além de duas Copas da Ucrânia e a Copa Uefa (hoje, Liga Europa), na temporada 2008/2009.


O jogador de 26 anos foi lembrado na segunda convocação da Era Mano Menezes para um período de treinamentos na Espanha, entre os dias 2 e 8 de setembro do ano passado. Ele participou do jogo-treino contra o Barcelona B. Entrou no segundo tempo no lugar de Philippe Coutinho e fez o terceiro gol da vitória por 3 a 0.

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Fernandinho falou com exclusividade à FOLHA sobre a nova chance. No papo, contou que não está ansioso, mas sim confiante em um bom desempenho com a camisa amarela. Contou ainda das expectativas para a temporada europeia e do desejo de reencontrar o parceiro Jadson na seleção:


Ansioso por essa nova oportunidade na seleção?


Para falar bem a verdade, estou muito tranquilo. É até estranho falar assim. Mas se eu tiver a oportunidade, e acredito que vou ter, espero jogar bem e corresponder às expectativas para poder voltar outras vezes. Meu objetivo é estar na Copa de 2014 e são três anos para trabalhar para se manter.


Você acha que se não tivesse se machucado estaria no grupo que disputou a Copa América?


É difícil dizer. (A lesão) Foi muito tempo antes. Alguns que estavam na lista quando eu estava não foram (para a Argentina). Outros que não estavam sendo convocados acabaram indo. O importante é que consegui me recuperar bem e voltar a jogar bem. A convocação faz parte dessa sequência boa.


Na sua primeira convocação, não houve jogo, foi só um período de treinamentos. Agora é uma partida contra uma grande rival brasileira. O que muda para você?


Daquela vez eu não joguei para ele (o técnico Mano Menezes) tirar suas conclusões. Agora é a minha chance. A Alemanha é um adversário difícil, ainda mais na casa dela.


O Mano está convocando com frequência jogadores do Shakhtar. Como está o ânimo do time mais brasileiro do leste europeu?


Olha, é óbvio que aumentam as expectativas. Os brasileiros que já estavam aqui e os que estão chegando agora, estão vendo o clube com outros olhos. Antigamente, o jogador vinha para cá só pela situação financeira. Agora, com as convocações e a possibilidade de chegar à seleção, está sendo importante tanto para a carreira do jogador como para o clube.


Chegaram o Dentinho e o Alan Patrick para aumentar a legião brasileira do Shakhtar. Dá para se sentir em casa com tantos conterrâneos?


Com um monte de brasileiros como é o nosso caso, é mais gostoso, porque lembra um pouco daquele clima do Brasil. Junta a seriedade do europeu com a alegria do brasileiro.


Você foi convocado em setembro do ano passado. Nas outras convocações após essa, seu parceiro Jadson esteve em todas até o fim da Copa América. Agora ele saiu e você entrou de novo. Vocês jogaram juntos no PSTC, Atlético-PR e no Shakhtar. Sonha em reeditar a parceria na seleção?


Só falta a seleção. Claro que quero jogar com ele lá e acredito que logo logo isso vai acontecer.


Já são seis anos de clube. Passa por sua cabeça trocar de equipe em breve?


Acabei de renovar contrato até o meio de 2016. Até pensava em sair, mas não veio nenhuma proposta interessante. São seis anos de casa, jogando sempre. O time vem crescendo bastante a cada ano. Quero continuar o trabalho, porque amanhã ou depois, quando sair, saio de cabeça erguida porque o clube me ajudou e eu ajudei o clube.


Vocês tiveram a melhor participação da história na última Liga dos Campeões, chegando até as quartas de final. Pararam diante do Barcelona, que foi o campeão depois. Dá para chegar mais longe este ano com os reforços?


A meta é irmos até a semifinal ao menos. Depois, estando lá, quem sabe não chegamos à decisão. Mas temos que torcer para não cruzar com o Barcelona de novo (risos).


Você tem acompanhado a situação do Atlético-PR por aí?
Do Atlético-PR e do Londrina.

E como avalia?
O Atlético-PR está em uma situação chata e difícil. Todo mundo fala da estrutura boa do Atlético, do CT, do estádio, da torcida, que apoia muito. Mas é chato ver o time brigando para não cair. Torço para que logo saia dessa situação. Já o Tubarão está na expectativa de subir. Agora teve essa confusão, com o Foz, mas acredito que sobe. Eu estava na torcida para subir Nacional e Londrina, mas não dá mais. O importante é ter mais um motivo para alegrar o londrinense.


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