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Não deu mesmo

31 dez 1969 às 21:33
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Não teve jeito, a parceria entre o Londrina e a SM Esportes não saiu. Foi o fim da novela que somente não foi trágico porque os empresários que comandam o Iraty vão colocar um grupo de jogadores (com salários pagos) à disposição do Londrina para a disputa da Série D.

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O rebaixamento para a segunda divisão paranaense e a conseqüente falta de calendário mais amplo no ano que vem foram as causas do impedimento de uma parceria maior e duradoura.

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Agora cabe ao presidente Peter Silva arregaçar as mangas e trabalhar para montar o time que deverá ter os jogadores cedidos pela SM Esportes e aqueles que já estão ligados ao LEC. E o primeiro passo será a formação da comissão técnica.


Uma relação de jogadores será mostrada ao presidente do Londrina para a escolha de cinco ou seis. Como os principais jogadores já deixaram o grupo do Iraty e foram para outros clubes, os que virão serão do mesmo nível daqueles que já estão no Londrina. Por tudo isso, a montagem do time não deve animar muito o torcedor.


Sinal de alerta

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O meio campista Uarley reclamou ontem junto à imprensa que não recebeu seus salários e não escondeu sua insatisfação com a diretoria do Londrina. Como estava na Bahia, onde mora sua família, o jogador não teve o acerto dos salários como os demais e o pior é que se a diretoria não resolver logo essa situação Uarley terá completado o tempo de três meses de atraso no começo de maio e poderá ganhar a liberação de seus direitos federativos.


Problema para Peter Silva resolver. Perder uma de suas poucas revelações por falta de pagamento de salários será realmente o fim da picada.


Os sustos do Timão


O Corinthians passou por dois sustos ontem: por pouco não foi goleado pelo Atlético Paranaense e quase ficou sem Ronaldo para a decisão do Paulistão. Não fosse a velha garra corintiana o Timão poderia ter saído da Arena da Baixada com uma diferença de gols irrecuperável.


Como reagiu e marcou dois gols, o Corinthians precisará de uma simples vitória (1 x 0 ou 2 x 1) para pular para a fase seguinte da Copa do Brasil.
No outro susto, sorte de Ronaldo e da Fiel: não houve a anunciada fratura de costela e o Fenômeno vai jogar domingo contra o Santos.


De camarote, os santistas viram como se marca três gols na defesa corintiana, mas viram também o poder de reação que sempre caracterizou o Timão. Lá se foi a invencibilidade que o Corinthians mantinha nesse ano. Uma carga a menos para os seus jogadores carregarem na decisão de domingo.


Passou pela prova


O Palmeiras passou pela prova de fogo na Libertadores, ganhou do Colo Colo e vai agora para o tempo do mata-mata na competição. Foi uma heróica vitória que dá moral e o impacto positivo que o time precisava para embalar de novo. Resultado que deve recolocar o Verdão nos trilhos.


Para descontrair


Depois do acordo ortográfico seria interessante que os países de língua portuguesa promovessem também a unificação do vocabulário, pois está enganado quem pensa que basta falar português para se dar bem no futebol de Portugal.


As diferenças nos termos são muitas. Confira: Apertar as botas significa amarrar as chuteiras. A rasar a trave é quando a bola passa rente a trave. Balneário nada tem a ver com Guarujá ou Camboriú, é simplesmente o vestiário. Camisola é a camisa de jogo. Pênalti é chamado de castigo máximo. Torcida é denominada claque.


Comentarista para os portugueses é comentador. Ao pagar o ingresso, em vez de troco, você recebe a demasia. Bola é esférico. Juiz ladrão é gatuno. Goleiro é guarda-redes. Lance genial é chamado lance bestial. Jogador contundido é jogador magoado. O volante é trinco e ripa na rapaqueca seria o nosso "ripa na chulipa" criado pelo grande Osmar Santos. E gol é quase igual, é golo.


Assim, num lance de golo através de castigo máximo o comentador diria: "A cobrança foi um lance bestial, sem chances para o guarda-redes. O trinco foi lá, ripa na rapaqueca, esférico lá dentro e golo. Beijou a camisola, acenou para a claque e foi comemorar no balneário".

E dizem que falamos a mesma língua.


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