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Sylvio do Amaral Schreiner
Sylvio do Amaral Schreiner
13/09/2019 - 02:46
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Foto: Pixabay

É um absurdo os conselhos que você dá. Fico revoltada. Você incentiva a homossexualidade e destrói os valores da família. Prega o divórcio como se isso fosse bom. Fala que homens podem ficar com homens. Onde isso vai parar? Só existe uma pessoa autorizada a resolver problemas. JESUS CRISTO. Os psicólogos são um câncer na sociedade e todos deviam ser exterminados. As pessoas precisam saber a noção do que é certo e errado e não serem incentivadas a fazerem o errado. Você consegue dormir sabendo que está contribuindo para a destruição do mundo? Duvido que você publique meu e-mail. Pessoas como você não admitem ser criticados.

Você desconhece que há uma enorme diferença entre criticar e atacar. Você faz uso do ataque, pois teme as diferenças e quem pensa diferente de você. Por você, todos seguiriam uma mesma cartilha, ou seja, você valoriza a falta de liberdade.

Atacar as diferenças demonstra ignorância e intolerância tornando-a parecida com uma radical extremista. Os radicais odeiam aqueles que pensam diferente deles e fazem uso do ataque, que pode ser a violência verbal ou até física, para impor o medo. Foi assim que tentou fazer comigo. Você esperava que eu temesse sua ira e ficasse calado.

Cada um tem o direito de viver a vida como bem entender, contanto que não tire a liberdade e a dignidade do outro. A noção do que é certo ou errado para a vida de alguém não é algo estabelecido e permite toda uma variedade de tonalidades. Você só consegue enxergar preto e branco. Limita sua visão e com isso tem raiva daqueles que podem e se permitem enxergar outras cores.

É interessante notar que apesar de você não gostar e até repudiar meus pensamentos, você bem que lê bastante o que eu escrevo. Faz isso porque é dominada pela inveja. Não admite alguém ser livre para pensar por conta própria e não seguir nenhuma cartilha, e também você não é capaz de perceber que, ao se entregar ao ódio, você se torna uma pessoa amargurada e inconveniente.
06/09/2019 - 10:37
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Foto: Pixabay

Ontem li uma frase que ficou martelando na minha cabeça: "Será que estou sendo suficiente nos meus dias?" E fiquei pensando que nem sempre somos suficientes, que alguns dias poderíamos ter feito mais. Às vezes saio do meu trabalho, no comércio, e penso ''Poderia ter feito aquele café melhor, ou "deveria ter o salgado que aquele cliente pediu". Enfim, parece que nunca basta. O que você pensa sobre isso? Existe essa medida de suficiência? Devemos buscar isso na vida? Ou talvez viver seja justamente tentar sempre ser melhor...não sei.

Uma das coisas mais importantes nessa vida é não se perder em "vãs" filosofias. Algumas perguntas não nos ajudam em nada e só nos levam a nos perder em coisas irrespondíveis ou até nos fazer sentir culpados. Com certeza não é uma boa maneira de se viver. Pelo contrário, algumas indagações servem mais para evitarmos viver de fato.

Se você pode fazer um café melhor ou fazer um salgado que alguns clientes pedem, ótimo. Isso mostrará o quanto você pode ser cuidadosa e atenciosa. Agora, o que não dá é para colocar uma "pulga atrás da orelha" e se lastimar pelo o que poderia ter feito. Se pode fazer melhor, vá lá e faça! É daqui para frente que conta e não daqui para trás. Claro que não devemos esquecer o passado, ele serve para refletirmos, porém ele é mal usado se for para nos fazer sentir mal.

Quando olhamos para trás sempre vamos nos deparar com coisas que poderíamos ter feito melhor ou pelo menos de um jeito mais eficiente. Isso ocorre com todos. Tome cuidado se você não está se perguntando não se foi suficiente, mas se foi perfeita e buscando uma sensação de completude. Se for isso, saia rapidamente dessa posição, pois ela só lhe trará infelicidade. Não precisamos ser perfeitos, apesar de que, indiretamente, a sociedade, nossos empregadores, clientes, familiares, amigos parecem que exigem a perfeição. Isso é tortura sem fim.

Não cultive a ideia de querer chegar em um dado horizonte belo e iluminado. Sabe para que servem os horizontes? Para nos fazer andar. Nunca chegamos ao horizonte porque quando andamos sempre um novo horizonte se apresentará. Assim caminhamos a trilha da vida e o que é mais importante não é se você foi ou não suficiente, é se você está tirando um bom proveito do caminho que você escolheu.
30/08/2019 - 09:16
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Por que alguém se suicida? Não consigo tirar essa pergunta da minha cabeça. Tenho 21 anos, sou universitário, curso psicologia, no entanto não entendo o porquê alguém se mataria. Estou com essa pergunta tão intensa em mim devido ao fato de um colega meu da faculdade ter se matado. Parecia que ele tinha tudo, que nada faltava e que a vida dele era boa. Então, por quê? O que leva ao suicídio? Preciso ver um sentido.

O suicídio de alguém próximo nos afeta violentamente. É um baque que nos deixa atordoados e perdidos. Entendê-lo é difícil, já que para a lógica racional não faz sentido nenhum, mas para o suicida, que está cego pelo o que vem sentindo, parece ser a única via possível. Viver não é fácil porque significa ter que viver com os prazeres (sem problema algum aqui) e as dores e sofrimentos que fazem parte da vida. Quando o sofrimento é mais forte que a mente que pode pensar, o suicídio pode ocorrer.

Para a dor física e orgânica a medicina nos fornece muitos meios para nos aliviar. E quanto à dor mental? Mesmo os remédios psiquiátricos mais modernos são apenas paliativos que não resolvem de fato o nosso sofrimento. A única maneira para lidarmos com nossos sofrimentos psicológicos é construir uma mente. É desenvolver um aparelho psíquico que nos possibilite pensar sobre nossas dores e transformá-las. Mas para isso acontecer é necessário tolerância para suportar as ansiedades e paciência para que se vá formando uma mente mais desenvolvida. Algumas pessoas ficam tão desestruturadas com as angústias que sentem que acabam enlouquecendo com tanto sofrimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)) três mil pessoas no mundo inteiro cometem suicídio diariamente. Os motivos para o suicídio são vários: desde ter sofrido uma grande humilhação, experimentar uma dor que se sente insuportável, vingança, autopunição e muitos outros. O que é comum entre eles é o fato de não ser possível ver outras maneiras de se lidar com o que se sente a não ser morrendo. O suicida crê, falsamente, que ao se matar vai acabar com o sofrimento que sente, mas ele já não está mais pensando, está atuando o seu desespero. O seu "eu" fica tão despedaçado com o sofrimento que sente que não consegue mais se preservar.

O suicida vive um conflito perigoso entre a vontade de viver e a vontade de "matar" o seu sofrimento. Nesses momentos, quando a mente fica quebrada por este conflito, pensar sobre o que está se sentindo e criar mecanismos eficientes para se lidar com a dor fica muito difícil. Nessa loucura o único caminho que parece fazer sentido é procurar a própria morte, o fim de tudo. Quando há a possibilidade de se perceber esse funcionamento a tempo pode-se ir trabalhando para transformar essas ideias enganosas em outras mais produtivas. Tristemente, para algumas pessoas não há esse tempo.
23/08/2019 - 04:33
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Fico me perguntando sobre o porquê de haver tanta violência contra a mulher. Muitas vezes os homens casam com mulheres tão vivas, cheias de sonhos e planos, mas depois de um tempo os homens ficam controladores e com ciúmes. No começo muitos homens vão atrás de mulheres que se arrumam e se produzem e depois que se casam proíbem suas mulheres de ficarem bonitas. Por que isso tudo? O que será que acontece? E o oposto também é verdadeiro, ou seja, mulheres que passam a querer controlar seus maridos e não deixá-los sair com amigos e tal. Isso tudo é tão curioso...

Isso tudo, na verdade, é muito empobrecedor. O controle, seja de homens sobre mulheres ou vice-versa - afinal, controlar independe do gênero - é algo que limita a espontaneidade e faz com que os relacionamentos fiquem enrijecidos e desgastantes, gerando e perpetuando toda uma série de mal-entendidos. Homens e mulheres precisam aprender a se relacionar, mas quando isso não acontece o que sobressai é o controle.

O grande erro da maioria dos relacionamentos conforme vai decorrendo o tempo é não tolerar a vida. Veja bem, quando nos encantamos por alguém ficamos apaixonados pela vida que há dentro de determinada pessoa. Pode ser sua beleza física, sua sagacidade, seu humor, sua forma de ver e se relacionar com a vida. Isso tudo gera encantamento e nos atrai. Aí quando um relacionamento começa inicia-se também os medos. Qual o medo principal? É de perder o amor daquela pessoa que tanto nos encantou. Pensamos que se nos sentimos tão atraídos por ela outras pessoas também poderão se sentir atraídas e isso gera insegurança.

Sentir insegurança é algo sempre ameaçador e tendemos a nos evadir daquilo que nos coloca numa situação desconfortável. Ora, queremos sentir segurança ao invés de insegurança. E então começamos a criar mecanismos de controle acreditando que assim vamos ter tudo seguro. Muitos homens e mulheres passam então a controlar a vida do parceiro(a). Não querem que suas mulheres fiquem muito atraentes, que seus homens fiquem livres, e por aí vai. Acham que assim ficarão seguros, mas não percebem que também tiram toda a vida do outro fazendo com que aquilo que inicialmente tanto atraiu morra. O relacionamento vai ficando morto e sem graça, cheio de proibições e controles. O encantamento original, repleto de vida, passa a virar uma sepultura. Sepulturas não oferecem riscos. Ninguém quer.

Para se viver um relacionamento que seja vivo é necessário tolerar a insegurança. Nenhum relacionamento oferece segurança e certezas. Não devemos exigir isso. Só há certezas na morte e não na vida e enquanto isso não for entendido não haverá possibilidade de haver relacionamentos vivos. Só pode se relacionar verdadeiramente quem aceita os riscos e não exige o que um relacionamento não tem como dar. Relacionar-se é só para os corajosos.
16/08/2019 - 10:37
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Estou sempre insatisfeita. Quando era pequena sentia essa insatisfação e achava que era porque minha família era pobre e sem condições de proporcionar viagens e mimos. Meus pais passaram a ganhar dinheiro e hoje eu, aos 29 anos, sou totalmente independente e bem de vida. Ainda assim a insatisfação continuou. Achei que podia ser porque não tinha namorado. Namorei, noivei e casei, mas ainda assim vivo insatisfeita. Acho, agora, que é porque ainda não sou mãe e já estou fazendo planos para engravidar, mas ainda assim não acredito que ter um filho vá me dar a satisfação que estou procurando. O que será que preciso fazer? O que será que me acontece que me sinto sempre um saco vazio?

Parece que você despertou para alguma coisa importante sobre o que se passa consigo. Antes a procura estava sempre voltada a alguma coisa externa, sempre atrás de algo que você não tinha, mas agora o olhar está voltado para dentro, para seu mundo interno. Não foi à toa que me escreveu.

O dinheiro que você não tinha tornou-se, em algum momento, um objeto valorizado e que parecia ser a resolução para todo sentimento de falta. À medida que o teve, que o dinheiro vinha chegando, ele perdeu a mágica e um relacionamento amoroso tomou esse lugar. Você casou, realizou esse desejo, mas mesmo assim a falta continuou e o filho surgiu como uma possível solução. Ainda bem que você acordou porque percebeu que um filho não é solução para falta alguma e que essa falta deve ser tratada de outra maneira.

Quando nos damos conta que as coisas externas não vão nos dar satisfação, só podemos nos voltar ao nosso mundo interno. A procura passa a ser se compreender e se construir. Algo, internamente, ainda não foi construído e enquanto não for você irá procurar compensações que jamais vão te realizar de fato. Essas compensações serão apenas estratégias para se enganar. Ao despertar para isso você tem a chance de parar de se enganar e procurar no lugar certo o que precisa.

Não sei dizer o que você precisa, o que está faltando ser construído internamente, por que isso demanda um trabalho de descoberta que você vai encontrar num processo analítico. Quando se colocar disponível para os recônditos do seu ser poderá ver o que está se passando. Compreenderá que algumas coisas podem ser satisfeitas e que outras jamais serão, mas isso não será mais fonte de sofrimento. Perceber a vida e lidar com ela de forma mais eficiente será possível e poderá te satisfazer.

Que tal engravidar primeiro de si mesma, dessa mulher que tem lados que ainda não nasceram? Essa gravidez é que está te fazendo falta.
Sylvio do Amaral Schreiner
 
No blog Mundo Vivo o psicoterapeuta Sylvio do Amaral Schreiner convida o leitor a refletir sobre questões que afligem e maravilham as pessoas. Por meio de artigos pertinentes e atuais, podemos discutir sobre tudo e, com isso, enriquecer nossa sabedoria – lembrando que sabedoria e conhecimento são coisas diferentes. Conhecimento é TER, sabedoria é SER. Esperamos que este seja um espaço para a sabedoria vir a morar, se modificar e evoluir.



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