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Hummm, nojento. tcham

30 jul 2009 às 10:42
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Já faz uns dias que não escrevo nada. Pra ser sincero, estou perdendo o tesão com o futebol. É muita sujeira, que deixa qualquer pessoa séria com nojo.

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As pessoas me perguntam porque escrevo mais sobre o Londrina aqui no blogue, principalmente nos últimos dias. Explico:
Primeiro porque o futebol do interior para até o final do ano, quando começa a preparação para o Campeonato Paranaense. Automaticamente, as notícias param junto.
Segundo, porque o Londrina passa por uma situação que merece reflexões diárias. Situação vexatória, irresponsável e sei lá o quê.
A cada denúncia contra a direção do clube, ouço que eu e outros colegas de profissão não gostamos do Londrina. Verdade. É muito melhor cobrir o Londrina na Série D do Brasileiro ao invés da Série B, como era quando passei a ser o setorista da Folha no clube. É muito melhor cobrir o time na Segunda Divisão do Paraná. Tem razão.
Meu primeiro time não vou revelar. O segundo é o finado Vocem, de Assis. Fui criado no estado de São Paulo. Mas, há seis anos, passei a incluir mais um time no coração, que tinhas as cores azul e branca. Os dias em que não estava trabalhando e tinha jogo do Tubarão aqui, eu estava lá nas arquibancadas, gritando, xingando, torcendo, comemorando.
Porém, de 2006 prá cá perdi o tesão. As idas ao estádio diminuíram. Hoje, só vou se tiver que trabalhar. Nada contra o clube, mas com o que acontece no clube. A partir do ano que vem, posso recuperar a alegria de ir aos jogos e torcer como um verdadeiro torcedor, mas hoje, nem pensar. Não posso compactuar com gente dessa laia. Não estou falando que torço contra, pelo amor de Deus. Estou falando que, conhecendo as coisas que acontecem nos bastidores por lá, não tem como incentivar, torcer, se empolgar.

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Abaixo, a reprodução do Folha Esporte Clube de hoje e de ontem.


FOLHA esporte clube - quarta-feira 30/07/09


Forest Gump

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A palavra mentira é uma das preferidas de quem comanda o Londrina. Com mentiras atrás de mentiras, o clube vai se afundando. Mais uma foi contada com relação ao garoto Jayme. Os direitos econômicos do jogador foram retalhados por debaixo do pano, sem o jogador saber. Pior que do dinheiro que entrou não foi prestado conta de nenhum centavo. Aliás, ninguém ficou nem sabendo que entrou.


Tô p. da vida


A família do jogador está p. da vida com a diretoria alviceleste. Há inclusive uma acusação de que uma assinatura da mãe do atacante, dona Jandeyse Brandão Canhado, teria sido falsificada. Amanhã haverá a audiência entre as partes. O encontro não deve ser nada amigável.


Terra de ninguém


O episódio Jayme é apenas um dos muitos que são protagonizados nos corredores do VGD na surdina. O estádio que abriga a sede do Londrina virou terra de ninguém. Lá se faz de tudo sem prestar contas a ninguém. Isso porque o lema defendido pela administração atual é o da transparência. Imagina se não fosse.


Cadê o Conselho Deliberativo?


O Londrina foi rebaixado para a Segunda Divisão do Paraná. O clube não paga seus funcionários. Ninguém presta conta do dinheiro que entra nem do que sai dos caixas do clube. A sede campestre foi totalmente abandonada. Até capivaras mortas apareceram dentro da piscina. A cada dia surge uma nova bronca na parte administrativa. Com tudo isso ocorrendo o Conselho Deliberativo não se reuniu uma vez sequer para cobrar respostas, explicações, justificativas e enquadrar quem tem que ser enquadrado. Até dia desses, a função de um conselho em um clube era de fiscalizar as ações da direção executiva e impedir que coisas como essas aconteçam. Mas, no Tubarão, só para variar um pouco, não funciona assim. Para quê conselho então?



Quinta-feira - 30/07/09
Sem rumo
A vinda à tona da picotação, na surdina, dos direitos econômicos do atacante Jayme deixou o presidente do Londrina, Peter Silva, preocupado. Ele fez questão ontem de chamar de ''mentirosos, maldosos e mal-intencionados'' todos os jornalistas e veículos de comunicação que divulgaram os donos do jogador. Porém, em nenhum momento exibiu documentos que comprovassem o que estava falando e, em vários momentos, se contradisse.


Não te interessa


Na rádio Paiquerê AM, ele perdeu o controle. Enquadrado pelos participantes do programa, Peter chegou a afirmar que não deve satisfações sobre o que faz com o clube.


Como assim?


Essa afirmação pode dimensionar o desespero do cartola. Como não deve satisfação? Ele não está administrando uma empresa privada e sim uma instituição que tem Conselho Deliberativo - ao menos no papel tem - torcida, tem patrocinadores - o principal é uma empresa pública -, enfim, muita gente que merece uma explicação sobre o que acontece no clube, que, vale frisar, não é desse dirigente. Peter afirmou não entender porque a imprensa quer tanto saber o que é feito no Londrina. A resposta é fácil. Porque é obrigação dela fiscalizar e cobrar, assim como é obrigação dele prestar contas.


Capivara


O próprio cartola faz de tudo para que levantem suspeitas sobre suas ações ao fazer tudo na surdina. Junta-se a isso seu ''currículo'', que tem denúncias do tempo em que presidia a Futebol Brasil Associados (FBA).


Comovente


Mais uma vez, Peter afirmou que não tem ajuda de ninguém para pagar as contas entre outras reclamações. Só para lembrar, ninguém o obrigou a assumir o cargo da primeira vez. Da segunda então, nem se fala. Se candidatou porque quis, logo após ser deposto da FBA. Aliás, só uma dúvida, se ser presidente do Londrina é tanto sofrimento, sofre tanto injustiça, por que ele não fez como o Carlos Alberto Garcia que renunciou logo e foi tocar a vida?

Assino embaixo de tudo isso. Só faltou um detalhe, no desabafo de ontem ele não chorou como das outras vezes.


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