Durante todo o mês de setembro, Londrina contará com atividades relacionadas ao tema “Alzheimer: o diagnóstico importa”. A largada desta campanha será neste domingo (30), a partir das 8h, no Aterro do Lago Igapó. A manhã vai começar com um aulão de yoga e o dia segue com brincadeiras, gincanas, apresentações culturais e orientação sobre saúde do cérebro.
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O público também poderá aferir pressão arterial e glicemia e realizar rastreio cognitivo, uma avaliação breve de funções como memória, atenção, linguagem e orientação. O objetivo é destacar a importância de reconhecer sinais de alerta e buscar diagnóstico nos estágios iniciais da doença.
A atividade é promovida pelo Instituto Não me Esqueças. Segundo o último Relatório Nacional sobre a Demência, cerca de 2,5 milhões de brasileiros viviam com a condição em 2019, número que tende a crescer com o envelhecimento da população e ultrapassar 5 milhões de casos até 2050. A campanha é uma oportunidade para aprender a reconhecer alterações que não devem ser interpretadas como parte natural do envelhecimento.
Programação ao longo do mês
No dia 9 de setembro, às 14h, o geriatra Marcos Cabrera apresenta a palestra “Alzheimer: o diagnóstico importa”, no Auditório do Sesc Londrina Centro. A participação é gratuita e não exige inscrição prévia.
No dia 15, às 19h, o neurologista Fábio Porto fala sobre “Doença de Alzheimer: novas perspectivas de diagnóstico e tratamentos”, no Auditório da Unimed Londrina. A atividade é gratuita, com retirada antecipada de ingresso pela Sympla.
Sinais de alerta
A perda de memória é um dos sinais mais conhecidos, mas não é o único e, em alguns casos, nem aparece primeiro. Dificuldades em tarefas habituais, orientação, conversa, resolução de problemas ou tomada de decisões também merecem atenção. Mudanças de humor, comportamento e personalidade podem surgir antes dos desafios com a memória. Um sinal isolado não significa que a pessoa tenha Alzheimer ou outra demência, mas alterações persistentes que interferem na rotina e na autonomia precisam ser investigadas.
O diagnóstico nos estágios iniciais amplia as possibilidades de cuidado, permite avaliar os tratamentos indicados para cada pessoa e iniciar mais cedo estratégias de reabilitação, incluindo terapias não farmacológicas, que ajudam a preservar funcionalidade, autonomia e qualidade de vida por mais tempo.
Já existem tratamentos destinados a pessoas em fases iniciais da doença de Alzheimer capazes de interferir em sua progressão. Saber o que está acontecendo também permite que a própria pessoa participe das decisões sobre o futuro e manifeste como deseja ser cuidada.