Entrando na reta final de preparação de preparação para o vestibular da UEL (Universidade Estadual de Londrina), os candidatos vão poder participar de um aulão gratuito de história e geografia de Londrina e do Paraná nos dias 12, 19 e 26 de setembro. As atividades acontecem das 14h às 17h, na Biblioteca Municipal de Londrina.
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As aulas serão ministradas pelas professoras Eliane Aparecida Candoti e Maria Cristina de Matos Damasceno. Entre os conteúdos de história que devem receber atenção dos vestibulandos estão a presença dos povos indígenas no Paraná, a emancipação política do Estado, os ciclos econômicos, a imigração, a colonização do Norte do Paraná, a Era Vargas, a Ditadura Militar, a Geada Negra de 1975 e o patrimônio histórico e cultural.
A atuação da CTNP (Companhia de Terras Norte do Paraná), a expansão da cafeicultura e a diversidade de povos que chegaram à região também fazem parte da preparação. A professora destacou que a formação de Londrina foi marcada por diferentes fluxos migratórios e pela presença de diversas culturas. “Somos uma cidade pluricultural, marcada pela diversidade de pessoas, crenças, traços étnico-raciais, modos de viver e pensar, porém com marcas severas de racismo e discriminação”, disse.
Para os estudantes que têm pouco tempo para revisar, Candoti recomendou priorizar a interpretação em vez da memorização de datas. “A UEL raramente exige decoreba de datas. Ela apresenta imagens, pinturas, anúncios antigos, mapas ou textos filosóficos e pede para você identificar o contexto histórico deles”, orientou.
Geografia e formação do território
Na área de geografia, a docente Maria Cristina de Matos Damasceno destacou conteúdos relacionados à formação territorial, ao relevo, clima, vegetação, hidrografia, agropecuária, urbanização e questões ambientais. Entre os assuntos estão os três planaltos paranaenses, a Mata de Araucárias, a expansão da agricultura e os impactos da modernização do campo.
Segundo a professora, compreender as características físicas do estado também ajuda a explicar sua ocupação. “Os aspectos físicos influenciaram o processo de colonização, como a formação do solo, as condições climáticas, a presença do aquífero Guarani e a abundância de águas”, afirmou.
A transformação do território paranaense também está relacionada aos diferentes ciclos econômicos. O tropeirismo, a exploração da erva-mate e da madeira, a expansão do café e, posteriormente, a mecanização agrícola contribuíram para a formação de diferentes redes urbanas no estado.
Para os candidatos, conhecer a própria cidade também é uma forma de aplicar conceitos geográficos. Damasceno explicou que Londrina reúne características que permitem observar fenômenos como formação do solo, hidrografia, expansão urbana e segregação socioespacial. “É importante compreender a dinâmica espacial da própria cidade, pois as avaliações costumam articular conceitos gerais de geografia com a realidade local”, explicou.
Entre os pontos que podem ser estudados estão o relevo suavemente ondulado, os solos associados à formação basáltica, o Ribeirão Cambé, os lagos Igapó e a relação da cidade com o Rio Tibagi. A expansão urbana e a verticalização também fazem parte desse processo.