A presidente Dilma Rousseff aprovou a proposta apresentada pelos Ministérios das Comunicações, Ciência e Tecnologia e Defesa para o lançamento de dois satélites geoestacionários no Brasil até 2018. O primeiro deles será lançado em 2014, deverá custar R$ 716 milhões e será utilizado na melhoria do setor de telecomunicações e , entre 15% e 20%, será destinado à segurança. O segundo satélite será usado em previsões meteorológicas.
Bernardo explicou ainda que o governo pretende lançar também um satélite de órbita baixa, com alcance de 700 km, que será destinado a monitorar desmatamentos na Região Amazônica. O satélite geoestacionário fica a 35 mil km da superfície do planeta.
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Um grupo executivo de trabalho formado por técnicos do MiniCom, Agência Espacial Brasileira, MCT, Ministério da Defesa e Telebrás deverá apresentar nos próximos 60 dias uma proposta sobre a melhor forma de viabilizar o primeiro satélite. "Queremos desenvolver no Brasil a tecnologia de montagens de satélites", afirmou o ministro Paulo Bernardo. O governo federal pretende montar o artefato no País, mas também avalia a possibilidade de comprá-lo já pronto, em razão do prazo ser restrito.
O Brasil conta atualmente com duas posições orbitais para satélites geoestacionários. O primeiro satélite será lançado até 2014 e o outro, até 2018. Os dois satélites fazem parte de um programa do governo federal, cujo cronograma inclui outros lançamentos a partir de 2012.
O satélite geoestacionário brasileiro, voltado para comunicações, principalmente para o Programa de Banda Larga e para as Forças Armadas, já tem recursos alocados no Projeto de Lei de 2012 – cerca de R$ 55,7 milhões e o total, R$ 716 milhões, também está previsto no PPA 2012-2015.