Acusado de obstrução de justiça e de mandar matar uma testemunha chave do processo em que é acusado do assassinato do líder comunitário Marcio Leonardo Brito, o empresário Nenê Constantino, fundador da Gol Linhas Aéreas, teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira (1º) pelo juiz João Marcos Guimarães, do Tribunal do Júri de Taguatinga (DF).
A prisão - a terceira decretada contra Constantino em menos de um ano - é do tipo domiciliar, a ser cumprida na residência do empresário de 79 anos em Brasília, por causa da idade avançada.
Acusado também da tentativa de assassinato do ex-genro, Eduardo Queiroz, o empresário tinha depoimento marcado para ontem, mas não compareceu alegando problemas de saúde. Outras sete testemunhas do assassinato de Brito também foram convocadas, entre as quais o pistoleiro João Marques dos Santos.
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Santos confessou ter participado de oito homicídios a mando do empresário - entre eles o de Brito. O crime aconteceu em 2001, quando Brito liderava invasores do terreno da garagem de uma empresa de ônibus de Constantino, em Taguatinga. Na semana passada, Santos foi baleado na porta de casa, em Águas Lindas, no Distrito Federal.
A Gol, da qual Constantino está afastado desde 2001, não quis se manifestar alegando se tratar de assunto pessoal. O advogado da empresário, Alberto Toron, alegou que seu cliente não tem nada a ver com o atentado.