A assessoria da Air France divulgou lista com nomes dos brasileiros que estavam no voo 447, mas somente os que foram autorizados pelos familiares. A lista, que segue abaixo, traz os nomes de 53 dos 58 brasileiros que estavam a bordo:
Adriana Henriques
Adriana Sluijs
Ana Carolina Silva
Ana Luisa Curty
Angela Cristina de Oliveira Silva
Antonio Augusto Gueiros
Bianca Cotta
Bruno Pelajo
Carlos Mateus
Carlos Eduardo de Mello
Deise Possamai
Eduardo Moreno
Ferdinand Porcaro
Francisco Vale
Gustavo Mattos
Izabela Kestler
Jean Claude Lozouet
Joao Marques Silva
Jose Souza
Jose Gregorio Marques
Jose Roberto Gomes da Silva
Julia Chaves de Mirandas Schmidt
Juliana de Aquino
Leonardo Dardengo
Leonardo Pereira Leite
Leticia Chem
Luciana Sebá
Luis Claudio Monlevad
Luis Roberto Anastácio
Marcela Pellizzon
Marcelo Oliveira
Marcia Mosconde Faria
Marco Mendonça
Maria Vale
Maria Teresa Marques
Mateus Antunes
Nelson Marinho
Octavio Antunes
Patricia Antunes
Paulo Vale
Pedro Luiz de Orleans e Bragança
Roberto Chem
Silvio Barbato
Simone Elias
Solu Wellington Vieira de Sa
Sonia Ferreira
Sonia Maria Cordeiro Porcaro
Tadeu Moraes
Valnizia Betzler
Vanderleia Carraro
Vera Chem
Veronica Ivanovitch
Walter Carrilho Junior
França mobiliza 50 investigadores no caso do voo 447
A França já destacou a equipe de especialistas que investigará o acidente com o voo 447, da Air France, que desapareceu no domingo com 228 pessoas a bordo. O grupo de investigação é formado por 30 engenheiros da Airbus e da Air France e 20 peritos do Escritório de Investigação e Análises de Acidentes Aéreos na França (BEA, na sigla em francês). Além do Brasil, a França conta com a ajuda da Espanha - que ontem pela manhã abandonou as buscas por destroços na costa africana -, Estados Unidos e Holanda.
Os 50 investigadores serão divididos em quatro equipes, que se ocuparão de coletar informações com base em destroços que venham a ser recolhidos em alto-mar. Uma delas será encarregada de efetuar as buscas pela caixa-preta do avião. Para isso, terá a ajuda de mecanismos de alta tecnologia, como submarinos robóticos. "Uma etapa importante é a localização e, se possível, a recuperação da caixa-preta. Mas não podemos contar com ela, já que, até onde se sabe, o acidente aconteceu no meio do oceano (Atlântico), em uma região profunda", disse o diretor do BEA, Paul-Louis Arslanian.
A equipe dele já trabalha com a hipótese de jamais encontrar explicações conclusivas para o acidente. A busca pelos gravadores de dados e de voz pode levar vários anos e consumir uma fortuna. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Brasil não tem recursos técnicos, submarinos ou sonares potentes o suficiente para localizar a caixa-preta.
Caixa-preta
Diante das dificuldades, especialistas e autoridades aeronáuticas já começam a retomar as discussões sobre mudanças na atual concepção das caixas-pretas. Em entrevista ao jornal Le Figaro, o secretário de Transportes do governo francês, Dominique Bussereau, afirmou que a solução está na criação de um sistema de transmissão de dados da caixa-preta via satélite, em tempo real. A França tem 15% das ações da Airbus e 15% da Air France.