Para impedir novos desvios de conduta nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o governo do Rio pretende aplicar uma punição exemplar aos agentes que receberam propina para permitir o tráfico de drogas no Morro do Fallet, na região central da capital fluminense. Os comandantes da UPP da favela já foram afastados e uma investigação interna vai identificar outros policiais que receberam mesadas dos criminosos.
O governador Sérgio Cabral disse que o caso é isolado, mas ressaltou que está pronto para retirar as "plantas podres" do caminho.
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"Não temos ilusão de que na força policial há também pessoas que se comportam mal, então os que não prestam devem ser alijados. Temos uma estrutura de controle que os identificou e, portanto, serão punidos exemplarmente", afirmou. "Nós não devemos deixar de enxergar a floresta. Tem uma árvore podre aqui e uma planta podre ali, mas a gente tira do caminho."
Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, não há crise no modelo de policiamento adotado do Rio. Segundo reportagem publicada no domingo pelo jornal "O Dia", policiais da UPP do Fallet teriam recebido até R$ 2 mil por mês para impedir o combate ao tráfico. Os comandantes são suspeitos de alterar a escala de trabalho da unidade para evitar que outros policiais prejudicassem os traficantes.
"As pessoas que cometeram excessos serão expulsas da corporação. Temos que punir bem e não deixar de fazer as ações por medo de desvios de conduta", declarou Beltrame.