Os amantes do Universo e Astronomia podem comemorar. Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, mostra sua beleza e protagoniza o céu desta quinta-feira (19).
O gigante planeta gasoso atinge o ponto mais próximo da Terra em 2021 e estará no que chamamos de "Oposição”, ou seja, visto da Terra, ele estará do "lado oposto” ao Sol. O coordenador do Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal), Miguel Moreno, explica que, conforme nossa estrela desaparece ao entardecer no oeste, Júpiter dá as caras a leste.
Para quem não sabe onde olhar para achar o planeta, Moreno ensina que Júpier será a "estrela” mais brilhante do céu, na direção leste, com um brilho levemente amarelado e praticamente sem piscar, como as estrelas normais fazem. Por volta da meia-noite o gigante estará bem no alto.
Live - Aproveitando o acontecimento, o Parque da Ciência Newton Freire Maia promove uma transmissão em tempo real das imagens de Júpiter e da Lua Cheia, captadas por telescópios. A live começará às 19h30min, no canal de YouTube, com um bate-papo conduzido pelo diretor da instituição, a respeito dos fenômenos observados e curiosidades sobre os astros. Os espectadores poderão interagir e tirar dúvidas em tempo real.
Grandioso em todos os sentido - Não é por acaso que o planeta recebe o apelido de gigante. Ele é conhecido pelo homem desde sempre, já que foi o primeiro objeto extraterrestre onde se observaram satélites. Além disso, tem 143.000 quilômetros de diâmetro, 11 vezes maior que o do nosso planeta. Se fosse oco, caberia mais de 1.400 Terras dentro dele.
Para reafirmar sua grandiosidade, o planeta carrega nada menos que 79 luas. As quatro maiores, chamadas de Io, Europa, Calisto e Ganimedes, foram descobertas por Galileu Galilei, em 1609, com seu pequeno telescópio, argumento determinante em favor do heliocentrismo copernicano.
Uma das características mais marcantes deste planeta, de acordo com o Gedal, é um imenso furacão, chamado de "Grande Mancha Vermelha”, com mais de dois séculos de existência, e com quase uma vez e meia o diâmetro da Terra. No início do século XX, ela era ainda maior, cerca de três vezes o tamanho do nosso planeta.
*Sob supervisão de Luís Fernando Wiltemburg