A crise econômica e a provável recessão que virá a reboque devem ser combatidas com o aumento dos investimentos públicos, disse nesta sexta-feira (7) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Foz do Iguaçu, em congresso que reúne prefeitos e governadores do Mercosul. Para Lula, reclamar ou alimentar o pânico causado pelo colapso do sistema financeiro internacional não irá combater os prováveis efeitos da crise sobre a economia dos países emergentes.
"Nós, governantes, não podemos deixar de reconhecer a gravidade (da crise), mas não podemos também deixar de tomar atitudes e tentar ver o que existe de possibilidades, para que possamos completar nosso desenvolvimento", falou o presidente.
"Não adianta a gente ficar reclamando da crise ou participando do pânico que se cria. Pois quando o pânico, retratado 24 horas por dia pelos meios de comunicação, chega ao cidadão, a primeira coisa que acontece é ele ficar com medo de comprar, e isso é muito delicado. Pois, se ele não compra, a indústria não produz, o comércio não vende, a economia não gira, e aí a crise chegou até nós", alertou.
Para Lula, a relação entre o Brasil e seus vizinhos de Mercosul "está longe de atingir a plenitude de seu potencial". "É isso que essa crise vai exigir de nós. Para enfrentar uma crise de recessão, temos de apostar em mais capacidade de investimentos do Estado", argumentou o presidente.
"(Por isso) Estou otimista, acho que a crise pode significar para nós uma oportunidade de nos prepararmos para um salto de qualidade e crescermos muito mais. No Brasil, tomamos uma decisão nenhuma obra do governo federal e isso é um apelo que faço aos companheiros governadores e prefeitos tem que parar por conta da crise. Se parar, aí que a crise chega", lembrou Lula (da Agência Estadual de Notícias).