O 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Raquel Avelino Lopes a sete anos de prisão por matar e serrar o marido, Luiz Cláudio Lopes. Os jurados a consideraram culpada pelos crimes de homicídio simples e ocultação de cadáver.
De acordo com informações da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio, Raquel assassinou o marido com um golpe de pá na cabeça e, três dias depois, o serrou com a ajuda de uma amiga. As partes do corpo foram jogadas em dois rios da Tijuca, zona norte do Rio.
Durante o julgamento, teve destaque o depoimento dado pela amiga na delegacia. Ela, que não foi julgada, pois lhe foi garantida a suspensão condicional do processo, relatou com detalhes o dia do esquartejamento do corpo e disse que a decisão de serrar Luiz Cláudio foi sua, que julgou ser a única maneira possível de transportar a vitima, já que não tinham carro.
Antes de serrar, elas teriam ido a um shopping comprar uma mala e lanchar. À noite, lançaram as partes no rio com o objetivo de ocultá-lo.
Nos dias após o crime, Raquel alegou que o marido tinha saído, não havia voltado e chegou a fazer um boletim de ocorrência para registrar o desaparecimento. Três dias após sua ida à delegacia, o corpo foi achado.
Durante o júri, Raquel se reservou o direito constitucional de permanecer calada e não foi submetida ao interrogatório. Nada foi apurado em relação ao motivo. Tanto o Ministério Público quanto a Defensoria defenderam a condenação por homicídio simples e a absolvição pelos agravantes de motivo torpe e crime sem possibilidade de defesa da vítima.