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Naufrágio no Pantanal: últimos dois corpos de turistas são resgatados

Diego Prazeres - Folha de Londrina
03 out 2014 às 08:00

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Divulgação/Prefeitura de Porto Murtinho
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Os corpos dos dois últimos turistas que seguiam desaparecidos após o naufrágio do barco-hotel Sonho do Pantanal, no Rio Paraguai, na divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, foram enfim localizados pelas equipes de resgate da Marinha do Brasil e Corpo de Bombeiros. Ambos estavam no interior da embarcação e apareceram na superfície do rio depois que o barco foi arrastado até a margem paraguaia por um guidaste escorado em uma balsa.

O corpo do comerciante Roberto Vilhena, o Tiãozinho, morador em Alvorada do Sul (Região Metropolitana de Londrina), foi resgatado no final da tarde de quarta-feira. Ontem (2) pela manhã, os bombeiros e a equipe da Agência Fluvial de Porto Murtinho, subordinada à Marinha brasileira, resgataram o corpo do londrinense Benedito Barbosa. Até o fechamento da edição, apenas o comandante do barco-hotel, Luis Pelayo, continuava desaparecido. O acidente provocou a morte de 11 turistas, todos de Londrina e região metropolitana, e três tripulantes. Somente cinco turistas sobreviveram.

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O delegado titular de Porto Murtinho (MS), cidade brasileira mais próxima do local da tragédia, Rodrigo Zanotta, disse ontem à tarde que o corpo de Benedito Barbosa ainda estava em processo de identificação. As roupas que ele usava, porém, apontavam para o reconhecimento. Segundo Zanotta, os familiares dos dois turistas informaram que os corpos serão trasladados juntos para o Paraná.

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O capitão-tenente da Agência Fluvial, Alexandre Brandão, afirmou que provavelmente os trabalhos de remoção do barco foram providenciados por parentes do comandante Luis Pelayo em Carmelo Peralta, a cidade paraguaia onde ocorreu o naufrágio. "Não há nada oficial indicando que a remoção foi feita por autoridades paraguaias", apontou. A chalana, que naufragou após uma tempestade semana passada, chegou ao leito do rio praticamente destruída. "Só sobrou o casco do barco, onde ficam os motores. Toda a superior dos conveses foi destruída. Acredito que o arrasto contribuiu, porque as estruturas já estavam frágeis", contou Brandão.


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