Até o início da tarde desta quarta-feira (25), 109 dos 152 presos que fugiram durante a rebelião no Centro de Progressão Penitenciária (CPP3) de Bauru, no interior de São Paulo, tinham sido recapturados, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do Estado. A Polícia Militar, com apoio do policiamento rodoviário, mantinha bloqueios em rodovias da região, na tentativa de prender os 43 detentos que ainda estão à solta.
Os pavilhões do CPP, que abrigavam 1.427 detentos do regime semiaberto antes da rebelião, ficaram parcialmente destruídos e sem condições de abrigar todos os detentos. Cerca de 600 presos permanecem na unidade. Todos os que fugiram e outros que se envolveram no conflito foram removidos para Centros de Detenção Provisória (CDP), onde vão aguardar a regressão para o regime fechado, em penitenciárias da região e do oeste paulista.
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Os demais detentos do semiaberto já foram transferidos para unidades prisionais que atendem esse regime. A chegada de um comboio com cerca de 160 presos, nesta madrugada, no CPP de Hortolândia, causou apreensão. De acordo com o Sindicato dos Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária de São Paulo (Sindespe), a unidade já estava superlotada, com 1.469 detentos, onde cabem 1.036, e o clima de tensão piorou. A SAP informou que não se manifesta sobre transferência de presos.