O Instituto Geral de Perícias (IGP) da Polícia Civil do Rio Grade do Sul realizou, na noite desta terça-feira (17), a reconstituição da morte do sargento da Brigada Militar do RS, Ariel da Silva, morto na cidade gaúcha de Gavataí, no dia 21 de dezembro de 20011, durante um confronto com policiais do grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) do Paraná.
Foram mais de três horas de trabalhos, que contou com a participação dos três policiais paranaenses, agentes gaúchos e testemunhas, que simularam a ação na noite da morte do sargento. Os três policiais do Grupo Tigre, que estavam no Logan prata de onde saíram os disparos fatais contra o PM, participaram da reconstituição separadamente. Cada um expôs a sua versão individualmente.
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Os policias do grupo Tigre tinham viajado ao Rio Grande do Sul para investigar o seqüestro de dois paranaenses, entre eles o agricultor Lírio Persch. O erro da equipe foi não ter comunicado com antecedência sua ação á polícia daquele estado. Em Gravataí, onde os seqüestrados estavam sendo mantidos em cativeiro, em uma abordagem desastrada do PM gaúcho, que estava à paisana, ele acabou sendo morto pelos policiais paranaenses. Laudo da perícia técnica, divulgado esta semana, revela que o sargento tinha 13,1 decigramas de álcool no corpo por litro de sangue, ou seja, que ele poderia estar embriagado.
Posteriormente, na abordagem ao cativeiro feita pela polícia gaúcha, um dos reféns, o agricultor paranaense acabou sendo morto pelo delegado gaúcho Leonel Carivali.
O delegado Paulo Rogério Grillo, da Corregedoria-geral da Polícia Civil (Cogepol), responsável pelo caso, considerou que, em uma primeira análise, não foram apontados elementos diferentes da linha de investigação. Grillo espera entregar o relatório final do inquérito à Justiça até o final do mês. "A questão de quem atirou é difícil. O que temos, é que talvez os tiros tenham sido concomitantes, ou muito próximos, de lado a lado", afirmou.
Grillo também disse que pretende comunicar à Justiça do Paraná que não há mais necessidade de manter os policias paranaenses presos. (com informações do jornal Zero Hora)