25/11/20
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No Paraná

Reunião discute impactos da pandemia e retomada do turismo

Os impactos da pandemia nas atividades turísticas foram discutidos nesta quinta-feira (08) na 82ª Reunião Extraordinária do Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur). No encontro virtual também foram apresentados os manuais de conduta segura para os empreendimentos turísticos e, ainda, abordados os próximos encaminhamentos referentes ao monitoramento do masterplan Paraná Turístico 2026 – Pacto para um Destino Inteligente. Houve também uma apresentação sobre o Grupo de Trabalho do Turismo Religioso do Estado.

A reunião foi conduzida pelo presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl, que nomeou o novo vice-presidente do conselho, Giovanni Diego Bagatini, da Fecomércio-PR, além dos dois conselheiros Beto Madalosso e Adonai Arruda Filho, que representam a comunidade que presta serviços importantes para o turismo estadual, conforme prevê o regimento do conselho.


Mehl reforçou que o turismo regional deve ser o foco para a recuperação do setor no Estado, principalmente porque diz respeito a deslocamentos curtos e rodoviários, que tendem a ser uma das principais características das viagens no período pós-pandemia.

A apresentação dos impactos da pandemia no turismo foi feita pelo presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio. Entre os dados mais significativos mencionados por ele está que, em sete meses, o turismo no Brasil perdeu R$ 207,85 bilhões e, consequentemente, o faturamento do setor apresentou queda de 56,7% até o mês de julho, em relação à média verificada no primeiro bimestre.

Em seis meses de pandemia, acrescentou, foram eliminados 481,3 mil postos formais de trabalho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e, entre os segmentos, as agências de viagens (-18,5 mil) e os hotéis, pousadas ou similares (-79,9 mil) foram os que registraram os cortes mais intensos.

Diante desse cenário, Sampaio demonstrou ações que as iniciativas privada e pública tomaram para reduzir esses impactos. Entre aquelas da iniciativa privada, ele citou a organização setorial, através da concepção de um grupo de entidades que se engajaram para desenvolver ações em prol do setor, como o Movimento Supera Turismo, o Guia do Viajante e o Viajômetro.

Com relação às ações do Poder Público, também foram destacadas algumas iniciativas esperadas para preservação dos empregos, das empresas e para um turismo responsável. Entre elas estão a prorrogação da Lei 14.020, que prevê a suspensão de contratos e/ou redução de jornada e salários até dezembro de 2020; a desoneração da folha até dezembro de 2021; o retorno da não incidência do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre remessas para pagamentos de fornecedores de serviços turísticos no exterior e a promoção de linhas de crédito para escoar os recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur).
Agência Estadual de Notícias
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