Um forte temporal atingiu Apucarana entre a noite desta segunda-feira (21) e a madrugada desta terça (22), provocando destelhamentos, quedas de árvores, falta de energia elétrica e a suspensão das aulas em diversas escolas do município. Residências, prédios públicos e a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes foram afetados. Em apenas uma hora, foram registrados 26 milímetros de chuva na cidade.
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No pior momento do temporal, pouco depois das 19h, 100 mil imóveis chegaram a ficar sem energia elétrica em Apucarana, de acordo com o balanço da Copel (Companhia Paranaense de Energia). Neste momento, 43 mil casas seguem sem energia no município.
Segundo informações da prefeitura, o temporal foi acompanhado de granizo e provocou destelhamentos em diversos pontos da cidade. A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes ficou alagada e o muro do Colégio Estadual Nilo Cairo caiu com a força dos ventos. Parte do telhado do Terminal Urbano também ficou destelhado.
Famílias buscam ajuda após destelhamentos
Na manhã desta terça-feira, o coordenador da Defesa Civil de Apucarana, Rodrigo Leme, disse que a Vila Reis foi uma das regiões mais atingidas pelo temporal. Seis postes caíram no local.
Até o momento, o coordenador contabilizou 620 famílias que foram até a prefeitura em busca de lona e telhas para cobrir as residências destelhadas. O número, porém, deve aumentar nas próximas horas e pode chegar a até 2 mil famílias afetadas pelo temporal.
Leme afirma que a remoção de árvores antigas está prevista no plano de contenção e deve ser prioridade nas próximas semanas, já que elas são as principais causadoras de prejuízos na rede de posteamento durante temporais. “São árvores que vão trazer problemas para nós até fevereiro do ano que vem, que é a previsão de término do O El Niño”, explica.
As famílias que precisam de atendimento da Assistência Social devem ir até o pátio de máquinas da prefeitura, onde funciona a Defesa Civil, para que seja feito o cadastro das necessidades, incluindo lonas e telhas.
Chuva também afetou escolas e prédios públicos
O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota (União Brasil), disse que vários prédios públicos do município foram afetados pela chuva, incluindo um CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil), que teve o telhado completamente arrancado pela força dos ventos. “É algo muito triste. Foram 20 minutos de terror”, afirma.
O prefeito afirmou ainda que os estragos foram causados pela passagem de dois tornados, informação que não foi confirmada pelo Simepar até o momento. Segundo Mota, o prejuízo fica na casa dos milhões de reais. “Nós vamos ter dias de muita dificuldade, então vamos precisar fazer um trabalho de apoio, de união”, afirma.
Diversas escolas estão sem aula nesta terça-feira. De acordo com o prefeito, ainda não há um balanço oficial do número de unidades afetadas nem a previsão de quando as aulas devem retornar nessas escolas.
A orientação aos pais e responsáveis é que acompanhem as redes sociais oficiais da prefeitura e os grupos de WhatsApp das escolas e CMEIs onde os filhos estudam, que serão utilizados para comunicar eventuais mudanças no funcionamento das unidades.
Parte do telhado do Terminal Urbano também ficou destelhado. “Nós vamos precisar agora de muita força, de muita união, de muitos recursos, muito dinheiro vai ser necessário para recuperar esses prédios e tudo em caráter excepcional e emergencial. Vamos ter que correr contra o tempo para diminuir esse transtorno na vida das pessoas”, lamenta o prefeito.
Rajadas chegaram a 124,9 km/h
De acordo com dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), as rajadas de vento chegaram a 124,9 km/h às 19h15. O acumulado de chuva foi de 26 milímetros durante a noite de segunda, sendo 17,8 milímetros registrados em apenas 15 minutos.
A chuva retornou durante a madrugada desta terça e, até às 7h, já foram registrados mais 27 milímetros de chuva. No período, uma rajada de vento de 49,3 km/h foi registrada às 1h15.