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Como identificar e antecipar perigos ao se proteger de vendavais?

30 ago 2026 às 06:15

O avanço de frentes frias e o contraste térmico no Norte do Paraná acendem o alerta para a ocorrência de rajadas severas de vento na região. Em meados de agosto de 2026, Londrina registrou estragos significativos em áreas como a Zona Norte e a região central, onde tempestades acompanhadas de granizo e ventos fortes derrubaram árvores, interromperam o fornecimento de energia elétrica e provocaram destelhamentos. Neste sábado


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Em termos meteorológicos, o vendaval é gerado pela passagem de linhas de instabilidade, frentes frias ou formações ciclônicas. O choque entre massas de ar quente e frio força o ar denso a descer rapidamente em direção ao solo, espalhando-se em rajadas violentas. Em média, a fase mais intensa dessas correntes dura entre 15 e 45 minutos. O curto intervalo, contudo, é suficiente para causar quedas de fiação, colapso de estruturas fragilizadas, bloqueio de vias e projeção perigosa de detritos.


Para identificar visualmente a iminência de um evento crítico, observe a formação de nuvens muito escuras com base baixa (como a cumulonimbus), a queda brusca na temperatura local e a mudança repentina na direção do ar. Quando o vento faz copa de árvores vergarem violentamente, fiação balançar com amplitude ou poeira subir em redemoinhos rápidos, a rajada perigosa está prestes a atingir a superfície.


5 melhores ações durante um vendaval forte


Embora todo mundo tenha certa noção de como se proteger de vendavais, tempestades e outros fenômenos climáticos intensos e potencialmente perigosos, nunca é demais listar e guardar orientações que podem poupar vidas:


1. Busque abrigo imediato sob alvenaria: entre em residências ou prédios consolidados e permaneça em cômodos centrais, longe de janelas, basculantes e portas de vidro.


2. Mantenha portas e janelas trancadas: o fechamento total das aberturas impede a entrada repentina do ar, evitando o aumento da pressão interna que pode arrancar telhados.


3. Afaste-se de árvores, postes e painéis: se estiver na rua, não procure abrigo embaixo de vegetação alta, coberturas metálicas frágeis ou estruturas publicitárias com risco de queda.


4. Estacione o veículo longe de riscos: ao dirigir, encoste o automóvel em local seguro, longe de fios de energia, postes e galhos grandes, permanecendo no interior do carro.


5. Desconecte aparelhos elétricos: desligue a chave geral ou retire equipamentos das tomadas para evitar queimaduras nos circuitos por picos de tensão.


Primeiros socorros e mitigação de danos


Em caso de vítimas por ferimentos ou impacto de detritos, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou o SAMU (192). Evite mover pessoas com suspeita de fraturas no pescoço ou na coluna, a menos que haja risco iminente de desabamento ou incêndio. Para sangramentos volumosos, aplique pressão firme sobre o ferimento usando um pano limpo até a chegada do socorro especializado.


Diante de prejuízos materiais, a prioridade é a segurança física antes da avaliação patrimonial. Não toque em cabos elétricos caídos nem caminhe sobre superfícies alagadas perto da rede elétrica. Registre o rastro de estragos com fotos e vídeos detalhados para os trâmites de seguro ou auxílio emergencial e acione a Defesa Civil (199) caso haja risco de desabamento no imóvel.

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