Diferentes modelos do carro mais amado e popular do Brasil estarão no Encontro de Carros Antigos do Londrina Norte Shopping na próxima quinta-feira (25), a partir das 19h, para celebrar o Dia Mundial do Fusca, comemorado nesta segunda-feira (22).
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Além disso, diversos outros veículos prometem comparecer ao encontro mensal que tem ainda pastel, espetinho e chopp para quem quiser confraternizar. Uma das participantes do evento será a estudante Mariana Monsato, que ainda não completou 18 anos, mas já ganhou do pai um modelo icônico e com placa preta de Fusca.
“Participo mesmo sem poder dirigir porque é um ambiente que gosto muito. O gosto por carros em geral vem desde pequena e, hoje, posso dizer que meus melhores momentos e as melhores risadas acontecem nos eventos, no meio dos carros, com pessoas legais que eu considero minha família”, conta.
Depois do primeiro encontro, ela quis participar de outros. “Naquela época, meus pais só tinham uma Parati 1999. Então, falei para o meu pai que iríamos frequentar os eventos com ela mesmo, mas ele tinha vergonha. Começamos a ir em mais eventos, até que meu aniversário de 15 anos chegou. Falei que eu não queria festa, mas queria um carro antigo para ir aos eventos em família.” Alguns meses se passaram, até que numa sexta-feira de outubro apareceu um Fusca que estava à venda, aparentemente bom, de um senhor já falecido, único dono, com manual e todas as revisões marcadas no papel.
A filha pôs o carro à venda porque não conseguia olhar para o veículo e não se lembrar com saudade do pai. “Fomos ver o Fusca e gostamos. A família inteira gostou, então fechamos negócio. Quando cheguei para buscar o carro, a filha do ex-dono estava chorando muito, me deu um abraço e disse uma frase que nunca mais vou esquecer: ‘cuide bem dele’. Foi assim que percebi que aquele carro era parte da história daquela mulher e agora iria começar a fazer parte da minha também”, conta Mariana.
O Fusca que a jovem ainda não pode dirigir é um Standart 1980, cor Bege, tem placa preta com 95 pontos de originalidade. Mas a estudante está contando os dias para poder sentar no banco do motorista, ligar o carro e sair dirigindo. “Estou muito ansiosa para esse momento, não vejo a hora de poder pegar meu fusquinha e sair por aí, só nós dois. É um sentimento que só quem é entusiasta mesmo entende, afinal, para nós, carros nunca serão apenas um meio de transporte”, diz.