Economia

Chrysler estuda mudança de plantas para Campo Largo

17 ago 2001 às 18:39

Representantes da DaimlerChrysler estiveram reunidos com o delegado regional do Trabalho, em Curitiba, Celso Rosa, nesta quinta-feira, mesmo dia em que circulou na imprensa informações que a multinacional pode transferir a planta industrial da Argentina para Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. O delegado revelou otimismo em relação à transferência da outras unidades industriais da DaimlerChrysler para Campo Largo.

Segundo Rosa, a multinacional está analisando várias alternativas de transferência de plantas industriais de outros países para o Paraná, que apontam para a ampliação do número de empregos. Atualmente são 250 funcionários que estão em regime de licença remunerada até o dia 30 de setembro, conforme compromisso oficial assumido com o governador Jaime Lerner.


Rosa antecipou que esse número de empregos pode ser ampliado para atender as necessidades da montadora, que deverá transferir para o Paraná uma nova planta industrial de montagem de veículos


"Não só a planta de montagem de peruas e furgões Sprinter da DaimlerChrysler da Argentina poderá ser transferida para o Paraná, como a transferência de plantas industriais da montadora em outros países estão sendo analisadas pela multinacional", adiantou.


Segundo Rosa, o grupo DaimlerChrysler está levando em consideração alguns fatores como o custo da mão-de-obra, a crise argentina e o apagão, que hoje favorecem o Paraná. Além, claro, da multa que poderia chegar a R$ 100 milhões, conforme foi noticiado pela imprensa, devida ao governo do Paraná a título de incentivos fiscais recebidos durante a instalação da fábrica.


A tendência é que esses fatores, que não existiam no momento em que a fábrica de Campo Largo foi desativada, influenciem na permanência da Chrysler no Paraná, acredita Rosa. Segundo ele, as alternativas analisadas deverão ser apresentadas de forma mais concreta na reunião que será realizada na Delegacia Regional do Trabalho, no próximo dia 30, com a participação do Ministério Público do Trabalho.


A Chrysler, por sua vez, continua com sua política de silêncio que causa instabilidade aos funcionários. A empresa não confirmou a transferência da planta industrial da região de Gonzáles Catán, na Argentina para o Paraná.


O Secretário da Indústria e Comércio Eduardo Sciarra manifestou confiança em relação à transferência de outra unidade industrial da DaimlerChrysler para o Paraná. Ele acredita que novos empregos serão criados. "Não sabemos ainda qual o produto que será produzido aqui, mas sei que a empresa está analisando várias alternativas", concordou. A unidade de Campo Largo está fechada há 4,5 meses, desde que foi suspensa a unidade de produção da perua Dakota.

A reunião de representantes da diretoria da Chrysler com a Delegacia Regional do Trabalho reflete o compromisso assumido pela empresa em discutir as etapas de definição da empresa. Foi nessa reunião que foi garantido a licença remunerada dos funcionários por três meses, que encerrava no dia 30 de junho e depois foi prorrogada por mais três meses. A empresa tem até o dia 30 de setembro para definir oficialmente se permanece ou não no Paraná.


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