A cesta básica de Londrina encerrou o mês de agosto registrando nova alta expressiva e chegou ao valor de R$ 674,59, uma elevação de 3,83% em comparação a julho. O avanço impulsionou o acumulado dos últimos 12 meses para uma alta expressiva de 11,55%, pressionando o orçamento familiar do consumidor londrinense na virada para setembro. Os dados fazem parte do acompanhamento do Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Nupea) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
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A disparada dos preços nos hortifrutigranjeiros foi o fator determinante para o encarecimento das compras no atacado e no varejo local. O tomate despontou como o grande vilão do mês, com uma disparada expressiva de 57,4%, acompanhado pela batata, que subiu 14,4%.
Por outro lado, itens essenciais e hortaliças de época ajudaram a aliviar parcialmente as cotações no Ceasa e nos mercados da região.
Alimentos mais caros e baratos em Londrina em setembro
Confira os destaques na variação de preços identificados na cotação oficial do Ceasa Londrina e na pesquisa de compras do Nupea/UEL ao longo do mês de agosto:
Tomate (Caixa 20 kg / Kg varejo): O vilão do mês sofreu uma alta de 57,4%, acumulando salto no Ceasa de R$ 5/kg para até R$ 7,50/kg na cotação atacado no fechamento de agosto;
Batata Comum Especial (Saca 25 kg): Apresentou uma elevação de 14,4% nos supermercados, saltando de R$ 85 para R$ 100 na distribuição atacadista regional;
Limão Tahiti (Caixa 20 kg): Teve um aumento de 33,4%, cotado a R$ 7,83/kg nas centrais regionais devido ao período de entressafra;
Mamão Havaí (Caixa 18 kg): Subiu 20%, puxado pela menor oferta nos pomares do Sudeste e Leste do país;.
Repolho (Kg): Destacou-se na ponta oposta, com queda de 6,7%, figurando como uma das alternativas mais baratas nas hortaliças;
Alface Crespa e Roxa (Caixa 7 kg): Registrou recuo de 14,3% no atacado local, saindo de R$ 23,30 para R$ 20;
Vagem (Kg): Apresentou expressiva redução de 23,1%, favorecida pela boa colheita das áreas produtoras paranaenses;
Ovos (Dúzia): Apresentaram ligeira queda de 2,7%, garantindo relativa estabilidade como alternativa de proteína.
Fatores climáticos e entressafra
A instabilidade do clima foi o fator crucial para os reajustes observados ao longo de agosto. As fortes variações de temperatura no interior do Paraná e nos estados vizinhos, somadas às chuvas atípicas seguidas de frentes frias, prejudicaram o ciclo de maturação do tomate. Isso provocou a redução da oferta de frutos de primeira qualidade nos centros atacadistas.
No caso da batata, a transição entre safras nas regiões produtoras do Paraná e de São Paulo limitou o volume colhido. Além disso, o aumento nos custos de frete e insumos agrícolas reduziu a margem de envio de lotes de fora do Estado. Hortaliças e frutas tropicais, como o limão e o mamão, sentiram o impacto da menor umidade e das oscilações térmicas de inverno, que freiam o desenvolvimento das plantas.
Para as primeiras semanas de setembro, técnicos do Ceasa do Paraná e economistas preveem uma tendência de acomodação gradativa nos preços do tomate, à medida que novas áreas de colheita no Sudeste e no Norte do Paraná começarem a descarregar nos entrepostos.
Por outro lado, a batata e os derivados do leite devem manter cotações elevadas até a consolidação da safra da primavera. Folhosas, como alface, escarola e repolho, continuarão apresentando preços atrativos e boas ofertas, desde que as temperaturas amenas se mantenham na região de Londrina. A orientação aos consumidores é realizar pesquisas entre feiras livres, Ceasa e supermercados para atenuar o impacto no bolso.