O governo do Paraná terá que repensar o leilão da Copel pois pela segunda vez consecutiva não houve interessados na compra. Até as 18 horas, prazo final para que empresas cadastradas fizessem o pagamento da caução de R$ 400 milhões, nenhum cheque foi depositado em nome do governo do Estado. O leilão que já havia sido adiado uma vez, estava marcado para o dia 12 de novembro, mas terá que ser novamente adiado.
O governo ainda deve se pronunciar para revelar as novas medidas quanto ao cronograma de privatização. analistas de mercado afirmavam durante a tarde que o consórcio GP havia pedido ao governo para adiar o depósito das garantias até sexta-feira. A alegação é que de segunda a sexta seria tempo demais para deixar R$ 400 milhões parados. Mas a informação ainda não foi confirmada.
Dos dez consórcios previamente inscritos, apenas dois grupos financeiros ainda não desistiram formalmente do leilão: GP Participações e o Grupo Votorantim, que pediu mais tempo para se habilitar. Já abriram mão a belga Tractebel, as norte-americanas NRG, AES e Duke Energie, a espanhola Endesa, a canadense Hydro Quebec, a alemã RWE, e a brasileira Vale do Rio Doce.