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Costa Oeste quer evitar êxodo de turistas

Alexandre Palmar - Folha do Paraná
07 out 2001 às 16:43

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Fabrício Azambuja - Folha do Paraná
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O rebaixamento do Lago de Itaipu levou municípios da Costa Oeste (margem paranaense do reservatório) a tomar medidas preventivas para amenizar os prováveis prejuízos ao turismo durante a temporada de verão. A redução, iniciada esta semana, visa aproveitar a água acumulada para aumentar a produção de energia da Itaipu Binacional e socorrer os estados afetados com a crise enérgica.

Técnicos calculam que o nível da represa será reduzido em cinco metros até janeiro, repetindo o índice registrado na virada de 1999 para 2000. Há quase dois anos, ocorreu a primeira diminuição das faixas de banho das praias artificiais, que permitiu o surgimento de lama, depressões, pedras e terra seca rachada. A medida afugentou milhares turistas.


Santa Helena (113 km ao norte de Foz do Iguaçu) foi a primeira cidade a prevenir-se. A Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo comprou 20 mil metros cúbicos de areia para revestir a faixa de terra que deve ficar descoberta pela lâmina de água. O secretário e vice-prefeito José Altair Schimmelfennig (PFL) estima que a praia seja recuada em torno de 30 a 40 metros. A areia já foi esparramada em locais estratégicos na faixa de 900 metros de extensão da orla, em montes de até quatro metros de altura. O carregamento, comprado em Guaíra, foi transportado em chatas (embarcação para transporte de carga pesada) pelo Lago de Itaipu até o porto de Santa Helena. O volume é equivalente a 28 toneladas (1.667 viagens de caminhão). ‘Dessa vez não seremos surpreendidos’, disse Schimmelfennig.


A Prefeitura de Itaipulândia (85 km ao norte de Foz) também recorreu à areia. O carregamento, de 2 mil metros cúbicos, está depositado na margem do lago desde agosto. ‘Queríamos baixar um decreto proibindo o rebaixamento, mas infelizmente isso é impossível’, brinca o diretor municipal de Turismo, Pedro Bijari.


Outro município que tende recorrer a essa opção é Entre Rios do Oeste (140 km ao norte de Foz), onde o secretário de Turismo, Martin Herpich, diz já ter entrado em contato com as empresas do setor para verificar condições de compra e transporte. Ele afirma que a alternativa será usada caso o nível reservatório ‘caia mais de quatro metros. Se cair muito, o visual fica pouco atraente, a orla fica seca e impraticável para o banho’, releva Herpich.


Já São Miguel do Iguaçu (43 km ao norte de Foz) vai apostar num piscinão de 25 mil metros quadrados construído pela prefeitura e abastecido por mananciais. Enquanto o lago perde seu volume de água, técnicos começam a encher a piscina para permitir o movimento de visitantes. Para a Secretaria de Turismo, ela será um diferencial da Costa Oeste.

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As praias artificiais são uma alternativa ao litoral paranaense, distante 790 quilômetros de Foz. Os terminais, construídos em oito municípios, oferecem balneários onde são realizadas atividades esportivas, artísticas e de lazer. Metade dos seus visitantes é composta por paraguaios e argentinos.


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