Economia

Depósito do leilão da Copel deve ser feito nesta terça

06 nov 2001 às 09:08

Termina nesta terça-feira às 18 horas o prazo para os grupos financeiros interessados na compra da Copel depositarem garantia de R$ 400 milhões junto à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). O dia é decisivo para o governo, que confirmou nesta segunda-feira a data do leilão para o próximo dia 12 na Bolsa do Rio de Janeiro.

Na semana passada, nenhuma empresa fez o depósito, o que levou o governo do Paraná a suspender o leilão agendado para 31 de outubro. O governo trabalha oficialmente com a participação de três grupos: Altere Participações S/A, que representa o banco de investimentos GP; a empresa belga Tractebel; e o consórcio Maromba, formado pelas empresas Vale do Rio Doce e Votorantim.


Informações apuradas pela Folha, na semana passada, entretanto, dão conta que a Tractebel desistiu do leilão e o consórcio Maromba não está devidamente legalizado e reconhecido pelos Conselhos de Administração das respectivas empresas. Somente o GP não manifestou interesse em desistir do leilão. Até esta segunda-feira, sua assessoria informava que continua disputando a Copel. As empresas desistentes têm alegado que o preço mínimo de R$ 5,068 bilhões, incluindo as ações dos minoritários, está alto.


Para o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, não há a mínima possibilidade de o governo baixar o preço mínimo recomendado pelos advisers (conselheiros), exceto a redução natural que possa haver com a venda de ações dos minoritários. "Mas essa redução, se houver, será pequena", afirmou. Os papéis dos minoritários voltaram a ser bloqueados pelo governo ontem. As ações haviam sido liberados para negociação após o adiamento do leilão. Em função da divulgação de edital com novo cronograma, as ações foram bloqueadas novamente.

O novo preço mínimo e o número de ações que irão participar do leilão será divulgado nesta sexta-feira, dia 9.


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