Economia

Empreiteira se reúne com representantes dos trabalhadores

08 mar 2001 às 12:13

Uma reunião, realizada ontem, entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção de Estradas e Pavimentação do Paraná (Sintrapav) e da Airless Serrana Ltda. - empresa contratada pela Ecovia Caminho do Mar para a limpeza e conservação da BR-277 no trecho entre Curitiba e o Litoral - pode ter sido o primeiro passo para acabar com a greve dos funcionários, que estão parados desde segunda-feira.

A empresa, segundo um dos diretores do Sintrapav, Raimundo Ribeiro dos Santos Filho, estaria disposta a cumprir com a convenção coletiva, passando a fornecer refeições e cestas básicas e revendo as condições de transporte dos funcionários e anotação das horas trabalhadas. No entanto, Santos afirmou que a Airless ainda estaria irredutível quanto à demissão de dez dos funcionários que aderiram ao movimento. Para resolver essa questão, um novo encontro foi marcado para hoje, às 11h30.


No entendimento da Airless, segundo Santos, os trabalhadores que fazem a roçagem não poderiam ter aderido à greve, por tratar-se de serviço essencial e, por isso, a empresa os demitiu por justa causa. Santos contesta, dizendo que a Lei de Greve (nº 7783) estabelece que não podem haver demissões ou novas contratações, pois, durante o movimento, o contrato de trabalho fica suspenso. Ele diz também que a mesma lei define como essenciais os serviços que afetam diretamente a população, o que não é o caso.


Em audiência realizada anteontem o juiz havia determinado que 30% dos funcionários voltassem ao trabalho. Entretanto, segundo o diretor do sindicato, os 37 trabalhadores que iniciaram a greve na última segunda-feira permaneciam parados ontem. Ele explicou que o número de empregados que atuam na região de Morretes e, ainda, no setor administrativo da Airless (que não haviam aderido à greve), já atende à determinação.

O Sintrapav entrou, ontem, com a documentação para justificar a greve dos funcionários da Airless Serrana na Delegacia Regional do Trabalho. A empresa tem um prazo de 24 horas para contestar as provas. Santos acredita que a reunião de hoje solucione o "conflito".


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