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Hackaton para o agronegócio

Inovação para o agro em forma de kokedama

Lucas V. de Araujo* - Colunista da FOLHA
18 abr 2022 às 08:00
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As universidades mostram a cada dia o grande potencial de inovação que carregam. Assim como aconteceu em anos anteriores, alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) venceram o Hackaton para o agronegócio, promovido pela Sociedade Rural do Paraná e entidades parceiras durante a ExpoLondrina. O evento selecionou as propostas mais inovadoras para o setor agropecuário brasileiro.

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Nesta edição quem venceu foi um grupo composto por três alunos da UEL em conjunto com um estudante de uma instituição privada da cidade. Eduarda de Farias e Luis Henrique de Sousa cursam o segundo ano de Agronomia na UEL, juntamente com Wesley Bento que está no primeiro ano. Eles apresentaram um projeto cujo objetivo é possibilitar que pessoas façam kokedamas em casa. Kokedama é uma técnica japonesa para arranjos de plantas aéreas. Nela, envolvem-se as raízes em musgos, formando uma espécie de bola.

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A proposta vencedora partiu do princípio de que as pessoas desejam aproximar-se da natureza, sobretudo em grandes centros urbanos, mas não têm a possibilidade de se deslocar até o campo ou não existem plantas próximas. Como a técnica é totalmente manual, não exige conhecimento profundo na área agrícola e ainda pode ser realizada com plantas variadas, desde soja até flores, dos mais variados tamanhos, é uma boa opção para quem gosta da natureza e não pode se deslocar para grandes áreas verdes.


A proposta inovadora surgiu a partir da vivência de Eduarda, que conheceu a técnica da Kokedama há quanto anos ao passar por um problema de saúde. Como sempre gostou de plantas e a técnica trouxe uma série de benefícios na sua recuperação, Eduarda pensou na possibilidade de criar um negócio envolvendo natureza e pessoas.


Como acontece com toda boa ideia, para se transformar em inovação ainda há um longo caminho a percorrer. Desde formalizar uma sociedade entre os estudantes, que se tornarão sócios a partir do momento que uma empresa for constituída, até criar uma linha produção, obter fornecedores, estimar custos, angariar clientes, etc.

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Como alguém que já passou por isso, lembrei-os de que se eles acham a vida de estudante sofrida, a de empreendedor, é uma verdadeira penitência diária, e que será preciso dividir a energia e atenção dos estudos com uma empresa, algo difícil. Quando empreendi pela primeira vez, tinha apenas 19 anos e estava no segundo ano da universidade. Apesar dos meus esforços, quebrei, mas aprendi muito com tudo aquilo. Sugeri a eles também que pensem na possibilidade de serem incubados neste momento de constituição da firma e formalização do Plano de Negócio, já que precisarão de apoio técnico para estruturarem uma empresa nos seus mais variados setores e demandas.


Por ser professor da UEL e do curso de Agronomia, muito me alegra ver estudantes motivados e empenhados em desenvolver inovação. Torço muito por eles e também para que nossas universidades possam cada vez mais gerar desenvolvimento econômico, social e ambiental para nosso Paraná e o Brasil ;)


*Lucas V. de Araujo: PhD e pós-doutorando em Comunicação e Inovação (USP). Professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), parecerista internacional e mentor Founder Institute. Autor de “Inovação em Comunicação no Brasil”, pioneiro na área.

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