01/10/20
PUBLICIDADE
Pandemia

'Não dá para continuar muito', diz Bolsonaro sobre prorrogação de auxílio emergencial

Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência <a href='/tags/brasil/' rel='noreferrer' target='_blank'>Brasil</a>


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta-feira (5) que "não dá pra continuar muito" o pagamento do auxílio emergencial por causa do alto custo do benefício.


"Não dá para continuar muito porque, por mês, custa R$ 50 bi. A economia tem que funcionar. E alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado", disse Bolsonaro na área interna do Palácio da Alvorada, após um de seus apoiadores agradecer a ajuda de R$ 600 disponibilizada pelo governo em decorrência da pandemia de Covid-19.

No domingo (2), Bolsonaro já havia criticado quem defende que o benefício seja perenizado.

"Alguns estão defendendo o auxílio indefinido. Esses mesmos que quebraram os estados deles, esse mesmo governador que quebrou seu estado, está defendendo agora o [auxílio] emergencial de forma permanente. Só que, por mês, são R$ 50 bilhões. Vão arrebentar com a economia do Brasil", disse o presidente da República.

Apesar do discurso público de Bolsonaro, nos bastidores, o Ministério da Economia avalia que o auxílio emergencial pode ser estendido até dezembro, como mostrou o jornal Folha de S.Paulo na segunda-feira (3). Embora membros da pasta mencionem preocupação com o impacto fiscal da medida, há o entendimento que pressões políticas podem levar à prorrogação.

O auxílio emergencial já demanda R$ 254,2 bilhões e representa a medida mais cara do pacote anticrise. O programa foi criado para durar apenas três meses, com valores concedidos em abril, maio e junho. Depois, foi prorrogado por dois meses (até agosto).

Técnicos do Ministério da Economia dizem que o programa tem um custo mensal aproximado de R$ 50 bilhões. Por isso, a prorrogação com as mesmas regras até o fim do ano faria o custo total chegar a R$ 450 bilhões (quase cinco vezes o rombo de todo o governo em 2019, de R$ 95 bilhões).

O ministro Paulo Guedes (Economia) defende um valor de R$ 200. Ele entende que esse valor representa aproximadamente a média recebida no Bolsa Família, e que, portanto, o auxílio não poderia ser maior do que isso.

No entanto, Guedes já defendia uma redução para R$ 200 em maio caso a medida fosse prorrogada, e o governo estendeu o auxílio por mais dois meses mantendo a quantia de R$ 600.

A prorrogação do benefício pelo valor de R$ 600 dispensa novo aval (e possível derrota) no Congresso. Isso porque a lei do auxílio permite a extensão por ato do Executivo, mas mantendo os valores previstos na proposta (de R$ 600 ao mês).

A equipe econômica sempre defendeu que a medida fosse temporária e não se prolongasse, mas a partir de maio amenizou o discurso e passou a admitir extensões (embora defendendo valores menores).
Daniel Carvalho - Folhapress
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Continue lendo
Em Jacarezinho
MP denuncia homem filmado agredindo companheira em posto de saúde
01 OUT 2020 às 15h15
Fiscalização
Defesa Social recebe 8.967 denúncias de desrespeito à quarentena em seis meses de pandemia
01 OUT 2020 às 14h44
Lava Jato
Fachin nega pedido de Lula para suspender processo do tríplex
01 OUT 2020 às 14h28
Saque e transferência
Caixa libera o auxílio emergencial para nascidos em abril
01 OUT 2020 às 14h17
Saiba mais
Pessoa física poderá ser tarifada por Pix quando receber dinheiro de venda ou serviço prestado
01 OUT 2020 às 12h30
Saiba mais
Eleitor poderá justificar ausência nas eleições deste ano pelo celular
01 OUT 2020 às 12h23
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados