O Paraná fechou 2001 com um bom desempenho no nível de emprego, com crescimento de 3,82% em relação ao ano anterior. Foram criadas 53 mil vagas, impulsionadas principalmente pela indústria de alimentação e bebidas, indústria mecânica e ensino. O Paraná ficou em sétimo lugar no ranking da criação de emprego formal, atrás de outros Estados que tem agricultura forte. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
A agricultura paranaense, no acumulado de 2001, criou apenas mil novas vagas, uma variação de 1,18% em relação a 2001. ''O que marcou o desempenho do Paraná em 2001 foi a agroindústria, e o Estado teve um bom resultado, ficando atrás de outros que tem economia preponderantemente agropecuária'', avaliou o economista técnico do Dieese, Cid Cordeiro.
Em primeiro lugar ficou Santa Catarina (5,49%), seguido de Espírito Santo (5,43%), Mato Grosso (5,12%), Mato Grosso do Sul (4,80%), Acre (4,43%) e Goiás (4,27%). ''Até meados de agosto, a agricultura teve participação importante, mas são empregos sazonais que não se sustentam'', afirmou.
Na avaliação do Dieese, os setores que propulsionaram a economia do Estado foram os setores tradicionais, como o de alimentos e bebidas, que teve aumento de 14,8% no número de vagas e o da indústria química, com alta de 5,76%. A indústria mecânica apresentou alta de 9,29%, o de ensino 8,64%, e o de transporte e comunicação 7,47%. Os setores que tiveram queda no nível de emprego foram a construção civil, com queda de 9,38%, saneamento e energia (-3,51%) e administração pública (-0,15%).
''Considerando todos os percalços da economia em 2001, como alta dos juros, racionamento de energia, crise na Argentina, desaceleração econômica mundial e ataques terroristas, o desempenho foi muito bom'', disse Cordeiro. O Interior correspondeu a 46,7% das vagas criadas no ano passado, e a Região Metropolitana de Curitiba com 43,3%. Os municípios que mais criaram vagas foram Paranaguá (alta de 10%), Araucária (7,32%), Ponta Grossa (7,21%), Francisco Beltrão (7,2%) e Cascavel (7%). Londrina ficou na sétima posição, com variação de 5,7% e Curitiba na 25ª, com alta de 1,46%.