O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a preços de mercado, em 2002, somou R$ 1,32 trilhão. Desse total, R$ 1,18 trilhão referem-se ao valor adicionado na economia e R$ 145,32 bilhões foram relativos aos impostos sobre produtos. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta quinta-feira no Rio de Janeiro.
A economia do quarto trimestre de 2002 foi de R$ 364,31 bilhões, sendo R$ 323,44 bilhões de valor adicionado a preços básicos e R$ 40,76 bilhões de impostos sobre produtos, o que mostra um crescimento de 0,72% comparativamente aos três meses anteriores. Já em relação ao quarto trimestre de 2001, a evolução do PIB foi de 3,44%.
Entre os componentes de demanda que formam o PIB, o consumo das famílias totalizou R$ 783,28 bilhões, seguido pelo consumo do governo, com R$ 254,66 bilhões e pela formação bruta de capital fixo, com R$ 247,24 bilhões. Já a balança de bens e serviços teve superávit de R$ 27,89 bilhões, enquanto a variação de estoque foi de R$ 8,43 bilhões, no ano passado.
O IBGE estimou que a população residente no país em 2002 chegava a 174,63 milhões de pessoas, fazendo com que o PIB per capita ficasse em R$ 7.567,00. Já a Renda Nacional Bruta em 2002 alcançou R$ 1,27 trilhão, a Renda Disponível Bruta totalizou R$ 1,28 trilhão e a Poupança Bruta somou R$ 237,39 bilhões.
Em 2002, a necessidade de financiamento da economia nacional foi de R$ 16,97 bilhões. Apesar de negativos, conforme explicou o IBGE, estes números indicam uma melhora na capacidade de financiamento da ordem de R$ 37,61 bilhões, se comparado com o resultado de 2001, quando houve necessidade de R$ 54,59 bilhões.
Ainda na avaliação do Instituto, esta queda deve-se, principalmente, à reversão nas contas de exportação e importação do país, o chamado Saldo Externo de Bens e Serviços: em 2001, as importações superaram as exportações em R$ 11,9 bilhões, já em 2002, as exportações superaram as importações em R$ 27,89 bilhões.
No próprio ano de 2002, a economia nacional registrou reversão idêntica, passando de uma necessidade de financiamento de R$ 20,31 bilhões no primeiro semestre de 2002, para uma capacidade de financiamento de R$ 3,34 bilhões no segundo semestre.