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ANO NOVO, PREÇO NOVO

Preço da gasolina deve começar 2026 com reajuste

Douglas Kuspiosz - Grupo Folha
30 dez 2025 às 18:28

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis vai aumentar a partir do dia 1º de janeiro de 2026, em decorrência de uma decisão tomada em setembro pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), que reúne secretários da Fazenda de todos os estados. O reajuste deve impactar diretamente os preços da gasolina e do diesel nas bombas logo no início do próximo ano.


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No caso da gasolina, a alíquota específica do imposto estadual terá aumento de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Já no diesel, a elevação será de R$ 0,05 por litro, de R$ 1,12 para R$ 1,17. Como o ICMS é um tributo cobrado na origem, o impacto tende a ser repassado ao longo da cadeia até o consumidor final.


Em nota, o Paranapetro (Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná) afirmou que o repasse do aumento do imposto das distribuidoras para os postos ocorre de forma imediata. Segundo a entidade, a mudança “reflete em aumento para o mercado”.


Além do impacto direto no bolso do motorista, o aumento do ICMS sobre os combustíveis deve gerar reflexos mais amplos na economia. O economista Emerson Esteves avalia que a elevação do imposto tende a provocar um efeito cascata, encarecendo outros produtos e serviços.


“O transporte de boa parte da produção do Brasil é feito pelo modal rodoviário. Vamos ter impacto nos hortifrutigranjeiros, porque eles são transportados por caminhões a diesel. Isso vai gerar aumento no custo de produção e pode reduzir ainda mais a margem dos produtores, que já é pequena”, afirma o especialista, que também cita reflexos em outros itens do dia a dia, desde produtos de limpeza até alimentos.


Esteves ainda destaca o possível impacto inflacionário da medida. “Há estimativas de que esse aumento possa pressionar a inflação do ano que vem, medida pelo IPCA, em cerca de 0,1%. Ainda precisamos acompanhar se isso vai se confirmar e em quanto tempo esse custo será repassado ao consumidor final. Em alguns produtos, esse repasse tende a ser imediato”, afirma.


REAÇÃO


Segundo o analista Gabriel Barra, do Citibank, há uma tendência de que a Petrobras anuncie um corte no preço da gasolina no início de 2026 para compensar o efeito do aumento do ICMS sobre os valores cobrados nas bombas. A avaliação é que a estatal tem espaço para reduzir os preços, já que a gasolina no mercado interno está cerca de 9% acima dos valores internacionais.


No caso do diesel, apesar de os preços estarem praticamente em linha com a paridade internacional, também existe a possibilidade de um ajuste para baixo.


Fiep diz que aumento é ‘injustificável’


A Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) classificou como “absolutamente inapropriado e injustificável” o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis a partir de 1º de janeiro. O posicionamento foi encaminhado à FOLHA nesta terça-feira (30) e destaca que a medida, adotada pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), amplia o custo de um insumo essencial para a economia, com reflexos imediatos no dia a dia das empresas e das famílias paranaenses.


“Combustível não é um item periférico: ele está no centro da operação do Estado. Quando se aumenta imposto sobre combustíveis, o impacto se espalha por toda a cadeia produtiva do transporte de matéria-prima ao escoamento da produção, da logística do comércio à mobilidade dos trabalhadores. O resultado é previsível: fretes mais caros, custos operacionais maiores, margens comprimidas e perda de competitividade, com efeito direto sobre investimentos, geração de empregos e ritmo de crescimento”, afirma a Federação.


A Fiep também destaca que é contrária a qualquer aumento de tributos e que não deve ser adotada uma estratégia de arrecadação que “penaliza quem produz e quem consome, como se o setor produtivo fosse um ‘colchão fiscal’ permanente’.


“O que o Paraná precisa é de uma agenda de eficiência do gasto público, revisão de prioridades, previsibilidade e responsabilidade fiscal, com foco em simplificação, ambiente de negócios e competitividade. Crescimento sustentável não se constrói com aumento de imposto; constrói-se com produtividade, investimento e confiança. Quem gera riqueza, prosperidade e desenvolvimento é o cidadão e o setor produtivo não o Estado”, completa.


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No caso da gasolina, a alíquota específica do imposto estadual terá aumento de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Já no diesel, a elevação será de R$ 0,05 por litro, de R$ 1,12 para R$ 1,17. Como o ICMS é um tributo cobrado na origem, o impacto tende a ser repassado ao longo da cadeia até o consumidor final.

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