A manifestação contra a privatização da Copel que aconteceu hoje na boca Maldita, em Curitiba, foi marcada pela distribuição de dez mil velas, além de faixas. Durante o protesto, dez barracas instaladas ao longo da Avenida Luiz Xavier estiveram coletando assinaturas para o abaixo-assinado que será entregue aos deputados estaduais e ao governador Jaime Lerner, na tentativa de revogar a lei que autoriza a venda da estatal de energia (Lei 12.355/98).
O militante do PMDB José Ribeiro, que atendia as pessoas que queriam participar do abaixo-assinado teve bastante trabalho durante a manhã. Ele informa que a cada dez minutos estava registrando entre 20 e 30 assinaturas.
O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge) registrou seu protesto de forma bem humorada. O sindicato distribuiu panfletos e velas com a inscrição "A sua Copel do futuro". "Foi apenas uma forma de simbolizar o que a privatização está fazendo com outros estados brasileiros e com outros países. Não queremos que no nosso Estado aconteça a mesma coisa", afirmou Luiz Carlos Correa Soares, vice-presidente do Senge.
A dona de casa Alice Maria de Souza, 40, ao assinar o manifesto fez um comparativo entre a Copel e o Banestado. "Eles privatizaram o Banestado e os serviços pioraram. Além disto, muita gente ficou sem emprego. Vai acontecer o mesmo com a Copel", previu Alice.
Leia mais em reportagem de Luciana Pombo, na Folha do Paraná/ Folha de Londrina deste domingo