Economia

Queijarias do Paraná ganham reconhecimento internacional e acumulam medalhas

14 out 2026 às 15:06

Queijarias do Paraná vêm conquistando espaço em competições internacionais e acumulando prêmios pela qualidade dos produtos. Um dos destaques é o queijo Passionata, produzido em Toledo (Oeste), que ficou entre os dez melhores do mundo no World Cheese Awards de 2024. Em 2025, outros três queijos paranaenses foram premiados na mesma competição, considerada uma das principais do setor.


Os resultados fazem parte de um movimento de valorização da produção estadual, que soma 667 medalhas nas seis edições do Prêmio Queijos do Brasil. Parte das conquistas tem relação com o trabalho de assistência técnica do IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná) e da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), que acompanham produtores desde os cuidados com o rebanho e a qualidade do leite até a estruturação e a regularização das queijarias.


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Entre os dez melhores do mundo


Na edição de 2024 do World Cheese Awards, realizada em Portugal, o Passionata ficou em nono lugar entre os dez melhores queijos do mundo e foi o único representante da América Latina na categoria Super Ouro.

Produzido com leite de vaca pasteurizado, o queijo tem massa dura e passa por um processo de lavagem da coalhada com infusão de maracujá. A casca é decorada com flores comestíveis, como calêndula, e sementes de maracujá. O resultado é um produto com cremosidade e notas frutadas, acompanhadas de leve acidez.


Em novembro de 2025, na edição realizada em Berna, na Suíça, três queijos produzidos em Toledo também foram premiados: Abaporu, Saint Marcellin e Garoa Tropical. Os produtos foram desenvolvidos em parceria entre o IDR-Paraná e o Biopark de Toledo.


O Abaporu apresenta notas de baunilha, amêndoa, caramelo, canela e cravo. O Saint Marcellin tem sabor amanteigado, com características de cogumelos frescos e ervas. Já o Garoa Tropical utiliza enzimas cítricas no processo de coagulação.


O Passionata voltou a se destacar em abril de 2026, quando conquistou o terceiro lugar no Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo.


Qualidade


Segundo o IDR-Paraná, a assistência técnica tem papel importante na evolução da produção queijeira, com orientações que vão do manejo dos rebanhos à fabricação e comercialização dos produtos.


“Por trás de cada produto reconhecido estão famílias que encontraram na produção de queijos uma fonte de renda, propriedades que transformaram o leite em produtos de maior valor agregado, queijarias que avançaram na estruturação e regularização”, afirma Karolline da Silva, assessora estadual de Agroindústria do IDR-Paraná.


No Mundial do Queijo do Brasil de 2026, 43 produtos lácteos paranaenses foram premiados entre 198 inscritos. Desse total, 26 medalhas foram conquistadas por 12 queijarias acompanhadas pelo IDR-Paraná, incluindo duas premiações Super Ouro, dez de ouro, cinco de prata e oito de bronze.


Paraná soma 667 medalhas


Nas seis edições do Prêmio Queijos do Brasil, o Paraná acumulou 667 medalhas de ouro, prata e bronze. Somente em 2026, foram 272 premiações, com participação de produtores de regiões como Curitiba, Toledo, Apucarana, Ponta Grossa, Paranavaí, Francisco Beltrão, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Santo Antônio da Platina e Dois Vizinhos.


O crescimento também aparece na formalização das agroindústrias. De acordo com a Adapar, o número de estabelecimentos habilitados pelo Susaf-PR (Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte) passou de 55, em dezembro de 2023, para 173, em maio de 2026.


No segmento de derivados de leite, cerca de 85 famílias paranaenses vivem da atividade, e 30 novas queijarias foram implantadas nos últimos três anos. A terceira edição do Prêmio Queijos do Paraná está prevista para junho de 2027.

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