O conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados (combustíveis, energia, telefonia e outros) que compõem o item tarifas públicas é o principal indutor da inflação, conforme a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros (Selic) foi aumentada para 17,25% ao ano.
O documento, distribuído hoje pelo Banco Central, menciona que a projeção anterior, de 8,5%, para o reajuste acumulado de tarifas dos preços administrados, foi elevada para 9% neste ano; e a estimativa para 2005 também foi aumentada de 6,9% para 7,2%. Vale lembrar que essas tarifas têm peso médio de 29% na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para as metas oficiais.
A ata do Copom mostra que a inflação medida pelo IPCA acelerou em outubro, quando registrou 0,44% - acima do IPCA de 0,33% em setembro -, a despeito da queda registrada nos preços de alimentação pelo segundo mês seguido. Em compensação, os preços monitorados foram pressionados pela alta nos combustíveis - especialmente no álcool - e os demais preços livres, industrializados, neutralizaram a queda de preços dos produtos agrícolas.
Informações da ABr