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Natureza em vasos

A beleza de um jardim cabe em qualquer lugar

Diogo Cavazotti/Equipe Folha
23 jun 2009 às 21:27
Ademar da Silva Brasileiro aconselha o plantio de mais de um tipo de planta por recipiente: ‘‘mais oportunidades de troca, equilíbrio e produtividade’’ - Theo Marques/Equipe Folha
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Para alguns, ter pouco espaço em casa ou viver em um apartamento reduz as chances de cultivar algum tipo de planta. Na atualidade, este tipo de argumento é coisa do passado, pelo menos para o técnico sanitarista Ademar da Silva Brasileiro, conhecido como "mago jardineiro". Ele garante que um jardim bonito cabe em qualquer lugar. ''Com pouco dinheiro é possível montar microssistemas complexos em pequenos recipientes''.

É o princípio da chamada ''biodiversão em vasos'' que ensina que, quanto maior a diversidade de elementos, maiores as oportunidades de troca, equilíbrio e produtividade na natureza. Por isso, Silva aconselha o plantio de diferentes tipos de espécies em um mesmo local. Os nutrientes dispensados por uma folhagem podem ser aproveitados por outra, limpando o solo e deixando a terra mais fértil.

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O ''mago'' atualmente realiza uma pesquisa com pés de araucária. Ele planta as mudas em pequenos vasos e cultiva a árvore com os mesmos métodos aplicados nos bonsais japoneses. No final do ano já irá vender os primeiros pinheiros. ''As pessoas poderão enfeitar para o Natal árvores de verdade. Durante três anos podem utilizar a mesma araucária'', explica. Depois desse período ela pode ser transferida para outro espaço com terra suficiente para o desenvolvimento das raízes.

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Ele também faz minijardins com plantas aquáticas, que enriquecem projetos de paisagismo. Além disso, produz mudas de diferentes flores em garrafas PET e até em botas velhas. ''Não há desculpa para não fazer. Montar um minijardim em casa é uma boa oportunidade de mostrar a importância da natureza para as crianças''. Ainda pequenos eles podem aprender o ciclo ecológico de cada planta e passar os ensinamentos para os amigos.

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Para a criação de um pequeno jardim podem ser utilizados potes, pratos, garrafas, sapatos, sacolas ou latinhas. ''Sugiro que sejam usados vasos sem furos, pois evitam uma série de transtornos e até diminuem a necessidade de regar com frequência, evitando a famosa água parada, que pode ser foco da criação de mosquitos'', explica o profissional. Para um jardim rico em espécies é aconselhável um recipiente de aproximadamente 30 centímetros de diâmetro por 15 de altura.


Serviço:
Ademar da Silva Brasileiro oferece cursos sobre minijardins
Telefone (41) 9207-4284
[email protected]

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Como montar um minijardim


Para quem quer se aventurar a montar o seu mini-jardim, o técnico Ademar da Silva Brasileiro destaca que o pocesso é simples e barato. Acompanhe as dicas.

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No fundo do vaso é necessário colocar uma camada de material absorvente, como cacos de telhas, tijolos ou vasos de cerâmica, carvão, areia, pedras, madeira ou até mesmo papelão. Esse será o lençol freático do microssistema do jardim, que regulará a umidade.


Em seguida coloca-se uma camada de terra - que pode ser comprada ou retirada de algum jardim. Sobre ela são colocadas as sementes escolhidas de acordo com o seu interesse: árvores, arbustos e ervas, incluindo flores, temperos e verduras. Para a cobertura das mudas que nascerão o mago jardineiro orienta o uso de resíduos orgânicos em processo de decomposição, como folhas, cascas de frutas e ovos, galhos secos, serragem velha, chás ou erva-mate usados.

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Nessa porção estarão diversos sais minerais e pequenos organismos que serão transformados em nutrientes para as plantas. São fungos, bactérias, vírus, algas, liquens, pequenos vermes e insetos. Eles são importantes para que haja a reciclagem e aproveitamento de toda a riqueza potencial do solo.


Silva reforça que quanto mais espécies e elementos forem usados maiores serão as chances de acertar. As próprias ervas daninhas que nascem podem ser retiradas, cortadas e devolvidas ao jardim, pois se transformarão em adubo para a plantação.

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Cuidados para o sucesso do vaso


- Mantê-lo em ambiente fresco, com luminosidade indireta. A orientação não é valida apenas para quem queira conservar cactos e precise reproduzir ''condições de deserto''.

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- Monitorar a umidade e luminosidade para que o sistema fique como foi projetado.


- Cuidar da alimentação de cada ser vivo introduzido para que todos possam viver e se reproduzir.

- Podar as plantas que estiverem crescendo demais e interferindo na captação de luminosidade de outras ou de todo o sistema. Os resíduos de podas podem ficar no vaso, alimentando fungos, vermes e servindo de nutrientes para as plantas.


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