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As varas modernas trazem fibra de carbono com passadores em titânio; a leveza é a principal vantagem do equipamento top - Marcos Zanutto
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Preparação

A melhor tralha para a pesca esportiva

Gisele Mendonça / Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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Quem gosta de pescar e está pensando em atualizar a tralha vai se surpreender com a tecnologia dos principais materiais existentes hoje no mercado. Para começar, a velha vara de bambu já está praticamente aposentada e as iscas naturais dão espaço às artificiais. A pesca esportiva ganha cada vez mais adeptos e, neste caso, a estrela é o tucunaré. Ele é tido como um peixe valente que traz emoção ao hobby.

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As iscas artificias são o 'sonho de consumo' dos praticantes deste tipo de pesca. É comum encontrar pescador com mais de 100 desses peixinhos coloridos (em madeira, plástico ou metal) muito parecidos com os de verdade. Dependendo de como são movimentadas na água, as iscas imitam peixe ferido ou em fuga, atraindo a atenção do tucunaré.

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Enquanto a isca natural proporciona uma pesca de espera, a artificial leva o pescador a ir atrás do seu alvo. ''Ele procura o peixe no rio. E não adianta ter uma (isca) só dentro da caixa. A utilização de cada isca vai depender do tipo de pescaria, do clima, da água (se está limpa, suja), da pressão atmosférica'', explica o vendedor Alex Sandro Diniz, da Pesca Brasil, em Londrina.


''Antigamente havia poucos fabricantes dessas iscas e hoje são muitos. Mas 90% delas ainda são importadas'', completa Rosângela Juncal, proprietária da loja. Os preços vão de R$ 12 (nacional) a R$ 100 (importada). Segundo ela, se não houvesse a presença dos tucunarés nas represas do Norte do Paraná, o mercado de iscas artificiais não existiria na região.


Quem opta por equipamentos de qualidade superior tem que estar disposto a gastar. Uma carretilha importada, por exemplo, pode custar mais de R$ 3 mil. Na loja visitada pela reportagem, a mais cara sai por R$ 1.125. É feita de alumínio com magnésio e pesa menos de 200 gramas. ''As vantagens da carretilha sobre o molinete estão na ação do recebimento (do peixe), precisão no arremesso, além de não torcer a linha e ser mais leve'', enumera Diniz.

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Entre as varas modernas estão as de fibra de carbono com passadores em titânio (R$ 540), que também são muito leves: em torno de 100 gramas. O mercado tem opções mais acessíveis na linha nacional. Mas na hora de escolher os materiais é bom manter o equilíbrio do conjunto. ''Não adianta usar uma carretilha top com uma vara mais pesada'', destaca Rosângela.


O material mais caro, porém, não garante a melhor pesca. O principal objetivo é gerar conforto. ''Quem pesca das sete da manhã às seis da tarde arremessa mais de mil vezes. A vantagem do equipamento top é a leveza'', observa Diniz.


As caixas para transportar a tralha vão de R$ 29 a R$ 300, dependendo do material e do tamanho. As mais caras trazem estojos internos para ajudar na organização. No mesmo nível de qualidade, também há opções de bolsas para a tralha.


Para o pescador que quer ir além do equipamento básico, o mercado oferece alguns itens bem práticos. Entre eles, balança digital, óculos com lente polarizada (que quebra o reflexo do sol), camisa com filtro solar fator 30 e calça que vira bermuda (ambas em tecido de secagem rápida).


Iscas artificiais são o 'sonho de consumo'


A divulgação pela mídia do potencial da espécie e a disponibilidade de infraestrutura como hotéis pesqueiros e barcos-hotel em várias partes do país ajudam a aumentar o número de aficionados pela pesca esportiva do tucunaré.


''Ele é o grande astro. É um peixe muito esportivo, bem predador desde filhote. Na pesca esportiva, nosso grande troféu é tirar foto com ele e devolver para a água'', conta o vendedor Frederico Santiago, adepto do hobby desde 2004.


Assim como outros pescadores da região de Londrina, Santiago costuma frequentar nos finais de semana represas como Capivara (PR) e Sérgio Mota (SP). A turma de amigos tem em torno de 30 pessoas. Todos tem seu barco com motor e tralha completa. Santiago revela que a cada 15 dias sempre compra algo novo. Só de iscas artificiais, tem mais de 300 - praticamente uma coleção.

Já o empresário Marino Adati, que pratica a pesca esportiva do tucunaré há 7 anos, costuma frequentar represas da região, mas já foi para os estados do Amazonas, Pará, Rondônia. ''Lá os tucunarés têm em torno de oito quilos. Aqui na região, de um quilo e meio a três, quatro quilos'', conta ele, que tem 200 iscas artificiais, além de carretilhas e varas importadas do Japão. ''São as melhores'', repara. Na avaliação de Adati, o equipamento de qualidade confere mais precisão aos arremessos e cansa menos o pescador.


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