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A coleção de Barbies de Shimene Ferrari tem 65 bonecas, todas com certificado de colecionador, avaliada em R$ 40 mil - João Mário Góes
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Barbie

Cinquentona reúne fãs de todas as idades

Paula Resende Espeical para Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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''Eu nunca vou ter coragem de dar minhas Barbies, nem vender. Quero que minhas filhas brinquem com elas. Acho muito lindo'', diz a estudante Shimene Willy Ferrari, 12 anos, estudante. Ela e a mãe, a juíza de Direito Cristiane Tereza Willy Ferrari, 42, não escondem a paixão pela boneca Barbie, a ponto de colocarem-se como colecionadoras.

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''A gente acaba transferindo para os filhos aquilo que gostamos. Quando vejo uma Barbie e compro para ela, me realizo junto'', diz Cristiane. O acervo totaliza 65 Barbies, todas com certificado de colecionador. Elas estimam que a coleção possa chegar, hoje, ao valor de R$ 40 mil.

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Ontem, a boneca mais famosa do planeta completou 50 anos de história. Mas parece não sentir as consequências da idade. Alta, olhos claros e corpo perfeito, ela continua sendo padrão de beleza para milhares de meninas, e sua popularidade está longe de diminuir. No Brasil, ocupa o primeiro lugar em vendas na categoria fashion dolls - sendo o país um dos cinco maiores mercados mundiais da marca.


Os dados são da Mattel, responsável pela fabricação da boneca. Ainda segundo a empresa, a Barbie ocupa o segundo lugar no ranking dos objetos mais colecionados no mundo (perdendo apenas para os selos). Alheias aos números e recordes, Cristiane e Shimene Ferrari não resistem ao encontrar exemplares que todo colecionador procura. ''Quando começamos a comprar, a gente nem se tocou que estava juntando alguma coisa que as pessoas colecionavam pela raridade'', conta Cristiane.


Observando o mostruário da dupla, é possível perceber a versatilidade da boneca e sua evolução ao longo dos anos. Lá estão ícones das gerações de mãe e filha: desde Mary Poppins, Marilyn Monroe e Sandy (Grease) até bonecas do Senhor dos Anéis, princesas da Disney e da série Hannah Montana. Juntam-se a elas Barbies vestidas por costureiros internacionais, a cantora Diana Ross e personagens como Wilma Flintstone.

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As bonecas trazem na embalagem um certificado especial que indica o status ''de colecionador''. A partir de 2004, algumas linhas passaram a ser classificadas por selos que representam seu nível de raridade. As ''Pink Label'', embora sem tiragem limitada, são bonecas produzidas para coleção. O selo ''Silver Label'' assegura que a Barbie teve tiragem limitada de 50 mil exemplares, e o ''Gold Label'' de 25 mil exemplares. Já a indicação ''Platinum Label'' aponta que há menos de mil bonecas daquela linha em todo o mundo.


O objetivo de todo colecionador é conseguir um Platinum, e com Cristiane e Shimene não seria diferente. Mas elas podem se orgulhar por terem dois exemplares ''Gold Label'': uma Barbie modelo e outra no estilo ''cowboy californiana''. Para comprar esse tipo de boneca, costumam procurar em lojas de Londrina, Curitiba e São Paulo. ''Está cada vez mais difícil de encontrar. As lojas trazem pouco e não é um produto que vende com facilidade'', admite Cristiane.


Do ponto de vista financeiro, manter o hobby também não é nada fácil. As bonecas colecionáveis mais baratas custam R$ 180, já as vestidas por costureiros são mais caras, por volta de R$ 300. Na internet estes valores são ainda mais altos, pois são Barbies raras, vendidas por colecionadores.


Shimene revela não ter coragem de brincar com as bonecas da coleção. Em seu quarto, ela reserva uma caixa de Barbies antigas para ''quando der muita vontade de brincar''. ''Eu penteio, troco roupa, monto o castelo, mas brincar mesmo já não tenho mais tanta imaginação''. Embora a coleção pertença oficialmente a ela, é impossível excluir Cristiane. ''Com certeza colaborei para isto. Espero que a magia da Barbie não se acabe com o tempo''.


Lojistas organizam festa de aniversário


A Barbie continua sendo a boneca mais vendida no mundo – presente em 150 países –, além de contribuir com boa parte do lucro das lojas de brinquedos. Rosânia Calissi, gerente comercial da Ri Happy, confirma que a marca lidera as vendas na categoria de meninas.


Esta semana, a comemoração do aniversário da boneca mobiliza os lojistas do setor. Rosânia afirma que a rede traz uma campanha em todo o país com descontos de 10% nos produtos Barbie. ‘No sábado a loja se caracteriza, montaremos um cartão de aniversário gigante para as crianças assinarem’.


Já na loja de brinquedos Kid+, além do desconto de 10% nos produtos, as proprietárias organizam uma festa para a Barbie. Cristiane Pelagio, sócia-proprietária, revela que no sábado a loja estará pintada de rosa e será distribuído bolo, algodão doce, além de atividades para as fãs da boneca. ‘Queremos trazer o universo da Barbie para crianças e comemorar junto com mães e filhas’, diz.


A expectativa é de um aumento de 30% a 40% na vendas. ‘Vai chegar bastante mercadoria. O pedido foi parecido com o que fizemos no dia das crianças’, afirma a gerente Rosânia Calissi. Também em função do aniversário, o comércio terá mais opções de Barbies colecionáveis (aproximadamente 50 modelos).

Atualmente, os valores da boneca variam de R$ 19,90 as mais simples, R$ 50 a R$ 90 reais as mais elaboradas e R$ 300 reais as Barbies de colecionador.


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