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Como não se tornar 'aluno-turista' de academia

Bia Moraes/Equipe Folha
03 jun 2009 às 09:03
Aluno-turista é aquele que chega, se matricula em várias atividades e, 5 ou 6 meses depois, deixa de frequentar a academia - César Augusto/Equipe Folha
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Quase todo mundo se confunde na hora de iniciar atividade física. O que fazer, de que forma começar, quantas vezes por semana? As dúvidas aumentam quando o candidato se depara com o número de modalidades e aulas oferecidas pelas academias, variados planos de pagamento e oferta de benefícios. Quem está tentando sair do sedentarismo ainda precisa escolher uma atividade que não leve a pessoa a enjoar rapidamente e desistir.

No entanto, o que mais acontece são desistências. O perfil comum é o aluno-turista - aquele que chega, se matricula pagando o valor máximo de mensalidade, que permite praticar todas as atividades e, cinco ou seis meses depois, deixa de frequentar. Essa característica foi verificada pela reportagem da FOLHA em algumas academias de grande porte de Curitiba. Na Gustavo Borges, uma das mais modernas e bem equipadas, a coordenadora de atendimento Marcela Stocco confirma que, apesar de todos os cuidados dos funcionários no momento da matrícula, é mais comum a rotatividade do que a fidelidade. "Os alunos assíduos são minoria."

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De acordo com Marcela, os alunos de natação costumam ser os mais firmes na prática. Para os nadadores, não há clima, férias ou imprevistos que os tirem da rotina. Já o pessoal que paga a mensalidade como "associado", podendo frequentar livremente tanto a parte de fitness quanto as aulas, é que mais falta.

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O motivo pode estar na afinidade do aluno com as práticas. O administrador Paulo de Tarso Maranhão, de 48 anos, admite que mesmo com todos os atrativos que as academias modernas oferecem, fazer exercícios acaba sendo repetitivo e pode mesmo ficar chato. "É preciso ser firme na motivação", recomenda.

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Paulo de Tarso Maranhão é um exemplo de aluno motivado. Pratica esportes e se exercita desde criança. Está na mesma academia desde que abriu, há cerca de seis anos, e antes frequentava outras academias. Diariamente, ressalta. "No domingo, para não perder o pique, pratico corrida", esclarece o administrador.


Já veterano na Gustavo Borges, comenta que o que mais vê são os alunos-turistas. "O pessoal frequenta até começar um período de férias. São seis meses no máximo. Depois, somem. São poucos que eu vejo constantemente. A turma vai mudando mesmo".

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A dica do aluno exemplar é manter o foco na motivação. "Não adianta pensar apenas em emagrecer para o verão, como quase todo mundo faz. Precisa focar na saúde, no bem estar que a prática traz para toda a vida", afirma. Para não enjoar nem desistir, Maranhão recomenda que o aluno aproveite a variedade oferecida pelas academias modernas e a aplique no dia a dia. "Cada dia da semana faço uma coisa diferente. Uma aula, um grupo de músculos."


Outra dica preciosa é aproveitar ao máximo o serviço dos professores, orientadores e, se for o caso, personal trainers disponíveis na academia. São profissionais que ajudam a planejar os exercícios, de forma a atingir os objetivos que o aluno deseja.


Maranhão também diz que a escolha da academia é fundamental. "Tem que ser perto de casa ou do trabalho", aponta. "Assim a ida para a academia passa a fazer parte da sua rotina e não vira um sacrifício, de enfrentar trânsito, arrancar horários da agenda, etc."

Outro fator importante é o ambiente. "Vestiários e banheiros limpos, aparelhos em boas condições, espaço, boa estrutura. Tudo isso precisa ser visto e checado com calma. Não adianta se matricular por impulso sem verificar", diz. Para isso, vale a pena visitar a academia em horário de pico e perceber se existem equipamentos em número suficiente, se a higiene está em dia, e como funciona o atendimento do local, entre outros itens.


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