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Uma das criações de Anete Barison Dal Sasso, a geléia de caipirinha foi parar na França em 2005 durante as comemorações do Ano do Bra - César augusto
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Saboreie

Geléias artesanais vão muito além do chá da tarde

Gisele Mendonça - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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O que alguns povos já fazem há séculos, o brasileiro está descobrindo agora. A utilização da geléia na elaboração de pratos - e não só na torrada do café da manhã ou do chá da tarde - já parte dos hábitos de quem se interessa por gastronomia. As geléias mais apreciadas por este público são as artesanais, que não levam produtos químicos e podem misturar vários tipos de frutas e ainda acrescentar especiarias (gengibre, pimenta) e até bebidas como cachaça.

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Esse tipo de iguaria é o carro-chefe da pequena empresa administrada por Anete Barison Dal Sasso, de Rolândia (25 km a oeste de Londrina). Ela começou a produzir geléias em 2001, depois de encerrar os negócios na área têxtil que foram o sustento da família por mais de 30 anos. ''Foi por necessidade mesmo que colocamos em prática as receitas de geléias que aprendemos com nossos avós europeus. Começamos com sete quilos de abóbora doados por um vizinho e não paramos mais'', conta Anete, que abriu a Duga Produtos Naturais junto com o marido, falecido em 2007.

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Com apoio do programa Fábrica do Agricultor, da Emater, Anete se profissionalizou na atividade e passou a produzir também conservas, patês e temperos. Hoje, são feitos cerca de seis mil potes por mês, dos quais 3,5 mil são geléias. Elas estão em lojas especializadas em gastromia de Londrina e demais regiões do Estado, além de Santa Catarian, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Uma das criações, a geléia de caipirinha (a própria caipirinha geleificada, com 55% de teor alcoólico), foi parar na Europa, em 2005, durante as comemorações do Ano do Brasil na França.


A empresa produz 20 tipos de geléias, com a utilização das frutas inteiras ou parte delas e pouca quantidade de açúcar. Para garantir a conservação (a duração é de um ano no vidro fechado), é acrescentado limão no processo de cozimento. A pectina, que dá aquela liga característica das geléias, é extraída das próprias frutas. Em alguns produtos vendidos em supermercados, os fabricantes usam pectina industrializada na forma de pó. ''No nosso caso, ela é líquida e natural'', explica Anete.


Para o consumidor não confundir, ela diz que geléia é diferente de doce de fruta. ''A geléia é feita com o suco e o doce com a polpa''. Quanto à pectina, a empresária explica que pode ser retirada da própria fruta que será utilizada ou de outras, pois existem algumas variedades que não contêm a substância (como o figo).

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Com o domínio da tecnologia de produção, a empresária passou a inovar. Na lista de sabores constam criações como banana com maracujá, figo com nozes, jabuticaba com cereja, laranja com gengibre, frutas vermelhas, manga com pimenta, abacaxi baiano (com pimenta), strudel (nozes, passas, canela e maçã), além das tradicionais geléias de morango, gengibre, mexerica, pimenta.


A participação em feiras serve para sentir a aceitação dos produtos. A geléia de gengibre, por exemplo, vai ser relançada durante 49 Expolondrina, dentro da Feira Sabores do Paraná. ''As pessoas fizeram algumas observações e partir daí modifiquei o produto. Agora, vou ver o que estão achando'', diz.

As geléias vêm em potes de 300 gramas e nas feiras são vendidas a preço de fábrica (em média R$ 6).


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