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Carolina Fernandes ainda está pesquisando os preços que, aliado à marca, determinam sua decisão - Theo Marques
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Pesquisa e atenção na compra dos ovos de Páscoa

Bia Moraes / Equipe Folha
31 dez 1969 às 21:33
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Ao escolher ovos e chocolates para a Páscoa o consumidor avalia preço e qualidade. Pesquisar valores antes de comprar é fundamental. De acordo com a pesquisa do Procon, há variação de até 80% nos preços de produtos pascoalinos. O consumidor também está atento a outros quesitos fundamentais, como peso - que deve estar de acordo com o anunciado no rótulo - e data de validade.

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Porém, ao falar em qualidade de chocolate, ainda há muita confusão. Quem se preocupa em ler aquelas letras miudinhas da embalagem, nas quais aparecem todos os ingredientes? Em geral, o consumidor ignora informações importantes sobre o produto alimentício.

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A nutricionista Marilize Tamanini explica que o preço pode ser um dos indicativos da qualidade - melhor desconfiar de ovos de Páscoa baratos demais, que aparecem nesta época do ano. ''O preço muito baixo indica que foram usados ingredientes desaconselháveis'', aponta. Em geral, o excesso de gordura vegetal hidrogenada barateia o item, mas faz cair a qualidade do chocolate, que pode até fazer mal para a saúde.


''De forma geral, se a etiqueta com a lista de ingredientes parecer mais uma bula de remédio do que rótulo de alimento, cheia de nomes e aditivos que o comprador não conhece nem identifica, melhor evitar'', observa Marilize. Ela também desaconselha ovos muito coloridos, com camadas de doces em cores vivas como cor-de-rosa ou amarelo.


Outro equívoco comum é o consumidor acreditar ingenuamente na etiqueta que diz ''livre de gordura trans''. Geralmente a informação é destacada no rótulo, uma vez que a mídia tem mostrado que esse tipo de gordura é bastante prejudicial para a saúde, e por isso vem sendo tratada como vilã.

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No entanto, explica a nutricionista, a indústria alimentícia já encontrou uma forma de continuar usando a gordura hidrogenada, porém sem o nome ''trans'', que tanto assusta. ''Uma química no uso de catalisador foi mudada. Mas nessa troca, continua-se usando a gordura saturada, em alto índice, que também faz mal'', acrescenta. O jeito é, mesmo, conferir a lista de ingredientes.


O segredo de um bom chocolate, de acordo com a expert Carolina Schneider, está no percentual de cacau utilizado. Sobre este aspecto, Marilize Tamanini é taxativa. ''Virou moda dizer que chocolate faz bem para a saúde, que deixou de ser malvisto. Mas o que faz bem é o cacau, não o produto chocolate. A indústria pode pegar o cacau e acrescentar um monte de açúcar, aditivos e gordura, e quem disse que isso faz bem?'', questiona.


Para se ter uma idéia do poder do cacau, Marilize conta que chega a prescrever o produto como ''remédio'', em fórmulas manipuladas especialmente para o cliente.


As duas dizem que chocolates amargos são mais saudáveis. ''Possuem menor quantidade de açúcar e estão mais fortemente associados aos benefícios relacionados ao cacau, como ação antioxidante e redução do mau colesterol'', comenta Carolina, responsável pelas elaboração dos produtos da Cuore di Cacao, em Curitiba.


A ''chocolatier'' lembra que uma informação importante a ser observada no rótulo é a ausência de outros tipos de gordura que não a manteiga de cacau, ou a gordura do leite utilizado na formulação do produto, na lista de ingredientes. De novo, a gordura vegetal é apontada como o ingrediente a ser evitado. ''Os chocolates da Cuore só usam a gordura da manteiga de cacau'', esclarece.


Por falar em gordura, a nutricionista esclarece que escolher o produto apenas pelo rótulo ''diet'' não faz sentido. ''Cuidado, pois diet é com pouco açúcar, especial para diabéticos. No entanto, para compensar, muitos produtos dessa categoria têm ainda mais gordura do que os normais'', afirma Marilize.


O rótulo de chocolate artesanal, por si só, também não garante a qualidade do produto. ''Pode ser feito em escala artesanal, mas conter ingredientes de baixa qualidade. Ou não. Pode ser um excelente produto'', diz Marilize. Mais uma vez, está nas mãos do consumidor - e principalmente nos olhos atentos ao rótulo e etiquetas - descobrir se está consumindo chocolate bom ou arremedo que faz mal para a saúde, especialmente de crianças.


Poucos têm o hábito de ler os rótulos


O manobrista Marcos Antonio Adolpho procura, pesquisa e lê rótulos de ovos de Páscoa na colorida seção dedicada aos produtos. ''Estou achando tudo muito caro'', diz. Precisando presentear ''uma turma'' de sobrinhos e afilhados, o rapaz sai do mercado com apenas dois ovos grandes de uma marca famosa.


''Ovo dessa marca, e desse tamanho, está mais barato aqui'', justifica o rapaz, atento ao peso e data de validade do produto. Para ele, a qualidade está na marca, industrializada e bastante conhecida. ''Não leio os ingredientes''.


Carolina Fernandes ainda está na fase da pesquisa de preços e afirma que só vai comprar ''na véspera''. Ela escolhe pelo preço e pelas marcas, e também não costuma olhar quais componentes estão no produto. ''Confio nessas marcas tradicionais'', explica a agente de negócios, que está atrás de ovos de Páscoa que trazem brinquedos.

A diferenciação básica entre chocolates industrializados e artesanais está no processo de produção, explica a chocolatier Carolina Schneider. ''Também pode estar relacionada com os ingredientes dos recheios, por exemplo. Em geral os artesanais não possuem conservantes'', observa. Por isso, o prazo de validade é menor.


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