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Golpe da falsa central de atendimento: como funciona e como responder

27 ago 2026 às 18:24

O golpe da falsa central de atendimento é uma das estratégias usadas por criminosos para convencer vítimas de que há algum problema com sua conta bancária, cartão ou outro serviço. A partir de uma ligação, mensagem ou contato por aplicativo, os golpistas se passam por funcionários de empresas e instituições conhecidas para ganhar a confiança da vítima.


Na abordagem, o criminoso costuma informar que identificou uma compra suspeita, uma tentativa de acesso à conta ou alguma movimentação considerada irregular. O objetivo é criar uma sensação de urgência e fazer com que a vítima tome decisões sem tempo para verificar se o contato é legítimo.


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Em alguns casos, a falsa central pede que a pessoa confirme informações pessoais, códigos recebidos por SMS ou dados do cartão. Também pode orientar a instalação de aplicativos ou a realização de procedimentos que, na prática, permitem aos criminosos acessar contas ou concluir transações.


Outro recurso utilizado é a chamada falsificação do número de telefone. O contato pode aparecer na tela do celular com um número semelhante ao de uma instituição verdadeira, o que aumenta a aparência de legitimidade da ligação. Por isso, confiar apenas no identificador de chamadas não é suficiente para confirmar a identidade de quem está do outro lado.


Como responder a uma falsa central


Ao receber uma ligação suspeita, não é necessário discutir com o criminoso ou tentar descobrir sua identidade. A atitude mais segura é interromper a conversa. Mesmo que a pessoa do outro lado demonstre conhecer informações sobre o consumidor, isso não significa que o contato seja verdadeiro.


Também é importante não seguir instruções para realizar transferências, pagamentos, desbloqueios ou supostos procedimentos de segurança. Bancos e empresas não precisam que o cliente faça uma operação financeira para “cancelar” uma transação suspeita.


Caso o golpista peça um código recebido no celular, a recomendação é não informá-lo. Esses códigos podem ser utilizados para confirmar operações, alterar senhas ou autorizar acessos. O mesmo vale para senhas, números completos de cartões e outras credenciais de segurança.


Se a vítima já forneceu informações ou realizou alguma operação, é importante agir rapidamente. O primeiro passo é entrar em contato com a instituição financeira pelos canais oficiais e comunicar o ocorrido. Também pode ser necessário bloquear cartões, alterar senhas e verificar movimentações recentes na conta.


Registrar a ocorrência também ajuda a documentar o golpe. Em caso de prejuízo financeiro, a vítima deve guardar comprovantes, números de telefone, mensagens e demais evidências relacionadas ao contato. A principal defesa contra a falsa central, porém, continua sendo desconfiar de abordagens urgentes e sempre confirmar a situação diretamente com a instituição envolvida.

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