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Venda da Copel gera impasse no governo

Vânia Casado - Folha do Paraná
19 nov 2001 às 21:52

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O governo do Estado está correndo contra o tempo para vender a Copel. Em reunião ocorrida nesta segunda-feira no Chapéu Pensador, um dos gabinetes do governador Jaime Lerner (PFL), não houve consenso entre os integrantes do primeiro escalão do governo sobre o processo de venda da estatal. A única solução viável que foi discutida seria o rompimento do acordo de acionistas com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com os minoritários. Mas Lerner não teria concordado com essa alternativa.

O rompimento do acordo de acionistas seria uma afronta ao governo federal, que o governador não está disposto a enfrentar, informou uma fonte da Folha próxima ao governo do Estado. Segundo o que foi discutido, o governo não teria como vender a empresa em partes, que exigiria nova modelagem e novo esforço de venda que demandaria pelo menos mais oito meses.


Oficialmente o governo informa que qualquer decisão sobre o assunto, só quando o secretário da Fazenda, Ingo Hubert, concluir a avaliação sobre todo o processo. Mas quanto mais o tempo passa, esfria o interesse das empresas pelo negócio.

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Um dos impasses seria a rejeição do BNDES em financiar os grupos interessados na compra da Copel em pelo US$ 600 milhões pelo período de cinco anos. Essa quantia corresponde ao dispêndio que as empresas teriam com o pagamento das ações que cabem ao BNDES, avaliadas em R$ 1,5 bilhão. Como a elas só interessam o controle acionário da estatal, o financiamento seria caucionado com as próprias ações do BNDES. "Em caso de não pagamento, o BNDES continuaria com suas ações, valendo menos", disse a fonte.


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