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IGP-M

Inflação do aluguel desacelera em agosto, mas segue acima de 30% em 12 meses

Leonardo Vieceli - Folhapress
30 ago 2021 às 11:34
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Mais conhecido como inflação do aluguel, o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) desacelerou para 0,66% em agosto. Com o resultado, atingiu a marca de 31,12% no acumulado de 12 meses, segundo o FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) divulgou nesta segunda-feira (30).

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Em julho, o índice havia avançado 0,78%. O acumulado em 12 meses era maior, de 33,83%.


O IGP-M é frequentemente usado como referência para reajustes de contratos de locação de imóveis. Por isso, é chamado de inflação do aluguel.

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Com a disparada ao longo da pandemia, o indicador se descolou da inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em 12 meses até julho, período com dados mais recentes, o IPCA subiu 8,99% -mesmo menor, a variação também assusta analistas e consumidores.

A escalada do IGP-M vem provocando uma série de debates sobre o uso do índice como indexador para os contratos de locação, já que a maior parte de sua composição vem de preços de matérias-primas agrícolas e industriais.


A legislação sobre o assunto diz que os contratos devem prever um índice de correção que será utilizado anualmente. Contudo, não há obrigação de escolha pelo IGP-M.


O indicador busca medir os preços ao longo de diferentes setores da cadeia produtiva -de matérias-primas, passando pela construção, até serviços e bens finais.


A variação do IGP-M é composta por três indicadores: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).


O IPA, que capta o movimento de preços de matérias-primas agrícolas e industriais, é aquele com o maior peso. Responde por 60% do IGP-M. Ou seja, o aumento de commodities pode gerar reflexo nos valores de locação de imóveis comerciais e residenciais.


O IPC, por sua vez, representa 30% do IGP-M. O INCC é o responsável pelos outros 10%.


"Se não fosse a crise hídrica, o IGP-M apresentaria desaceleração mais forte [em agosto]. No IPA, culturas afetadas pela estiagem, como milho (-4,58% para 10,97%) e café (0,04% para 20,98%) registraram forte avanço em seus preços. No âmbito do consumidor, o preço da energia, para a qual é esperado novo reajuste em setembro, registrou alta de 3,26%, sendo a principal influência para a inflação ao consumidor", afirma o economista André Braz, coordenador de índices de preços do FGV Ibre.

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