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Prova no dia 8 de novembro

Interpretação é a base da prova de Linguagens do Enem; veja dicas

Redação Bonde com Agência Brasil
12 out 2026 às 08:58

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Foto: Magnific
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Saber interpretar textos é uma das principais habilidades exigidas na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), marcada para 8 de novembro. Além de dominar os conteúdos, os candidatos precisam compreender os enunciados, identificar as informações relevantes e relacionar textos a diferentes contextos.


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Uma das estratégias recomendadas pelos professores para a preparação é resolver questões de edições anteriores, observando os comandos e a maneira como os assuntos são abordados. Segundo o professor Eduardo Calbucci, a avaliação segue uma estrutura consolidada ao longo dos anos.


“O Enem tem uma matriz de referência que é a mesma desde 2009. Então, a prova tem um grau de previsibilidade bastante grande”, afirma.


O professor reforça que a prática com exames anteriores ajuda os estudantes a reconhecer as habilidades exigidas pela avaliação. “A primeira orientação que a gente dá aos alunos é estudar provas anteriores. As habilidades que estão sendo exigidas pelo Enem são as mesmas há 16, 17 anos.”


Para o professor Eli Carlos Guimarães, a leitura e a interpretação são a base da prova. Segundo ele, mais de um terço das questões envolve a análise de gêneros textuais, como charges, artigos de opinião, resenhas, canções e postagens digitais, além de abordar variação linguística e funções da linguagem.


“Todo ano, mais de um terço das questões exige análise de gêneros textuais, como charge, artigo de opinião, resenha, canções, postagens digitais, além de variação linguística e funções da linguagem. O texto muda, mas a habilidade cobrada é totalmente previsível”, explica.


Como interpretar os textos durante a prova

O volume de leitura é um dos desafios apontados pelo estudante Pedro Augusto Rocha Rodrigues, de 18 anos. Para ele, compreender o que a questão solicita é fundamental para chegar à resposta correta.


“Como sempre, o Enem tem muito texto, uma coisa muito bruta para ser processada, digerida. Se você não entende o comando, não tem como você resolver a questão de uma forma adequada”, relata.


Eli concorda com a avaliação e recomenda que os candidatos comecem a resolução pela leitura do comando da questão, localizado abaixo do texto. A estratégia ajuda a direcionar a atenção para as informações necessárias.


“Sabendo exatamente o que a banca está pedindo, você vai para o texto com um olhar focado na informação correta. Dessa forma, você economiza tempo e evita releituras desnecessárias”, orienta.


Na reta final de preparação, o professor sugere revisar funções da linguagem, variação linguística e coesão textual. Neste último tópico, a atenção deve estar voltada para conectores como “contudo”, “portanto” e “embora”, compreendendo como essas palavras estabelecem relações e contribuem para a construção dos sentidos.


Literatura exige atenção ao contexto histórico

Na parte de Literatura, a recomendação é relacionar o contexto histórico às ideias de cada época e às características das obras. O professor Eli destaca que conhecer o Modernismo brasileiro e a Semana de Arte Moderna de 1922, por exemplo, ajuda a compreender a busca por novas formas de expressão artística.


Entre os conteúdos que merecem atenção estão as duas primeiras fases do Modernismo, com autores como Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos e Cecília Meireles, além do Realismo de Machado de Assis e do Romantismo.


A literatura contemporânea também deve entrar na revisão, especialmente por abordar questões sociais e dar visibilidade a diferentes experiências e grupos. Nesse contexto, Eli recomenda atenção às obras de Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus e à literatura indígena.


Inglês e Espanhol: atenção ao contexto

Na prova de inglês, os candidatos devem ir além do vocabulário e das regras gramaticais. De acordo com o professor Tiago Gentil, a avaliação também explora a relação entre textos, imagens, diagramas, situações cotidianas e documentos.


“O Enem tende a empregar não somente textos e interpretação, mas a relação entre imagens, diagramas, situações do dia a dia e documentos. Não é se ater somente ao vocabulário, à gramática, mas se atentar a contextos, à mensagem global do que está sendo dito”, explica.


O professor também observa a presença de poemas em inglês nas edições mais recentes do exame.


Já em espanhol, um dos principais cuidados envolve os falsos cognatos, palavras semelhantes em português e espanhol, mas com significados diferentes. O professor Júlio Manuel Sanchez Tello cita como exemplo o termo “esquisito”, que, em espanhol, pode significar algo requintado, saboroso ou delicioso, diferentemente do sentido mais comum em português, associado ao que é estranho ou incomum.


Segundo o professor, a prova de espanhol costuma apresentar dois ou três textos no idioma, acompanhados de cinco questões em português, voltadas principalmente à interpretação. “Gramática pura aparece pouquíssimo. Sinônimos e antônimos aparecem dentro do contexto do próprio texto. A sintaxe é raríssima”, afirma.

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