Londrina

Acordo entre empresas e trabalhadores do transporte coletivo fica para próxima semana

23 set 2015 às 19:06

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) participou, na tarde desta quarta-feira (23), de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Curitiba, com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), cujos trabalhadores exigem aumento salarial, entre outras reivindicações.

De acordo com o advogado do Sinttrol, André da Silva, duas propostas serão apreciadas pelo sindicato patronal. A primeira delas é composta por limites e acordos coletivos já estabelecidos, com determinação de pisos salariais e jornadas de trabalho para motoristas e cobradores
que atuam na cidade de Londrina. A segunda abrange cláusulas válidas para 19 municípios da região, os quais compõem a base territorial do Metrolon.


"Essa convenção é importante, tendo em vista as inúmeras empresas que fazem transporte clandestino de passageiros. Elas não cumprem as diretrizes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por exemplo. Por conta dessas denúncias e situações, o Sinttrol reivindicou uma convenção que se aplica a essas cidades, para, justamente, combater a informalidade", argumenta.


Dentro das convenções, há a garantia dos acordos coletivos de trabalho, já vigentes e estabelecidos por ambas as partes. "Na convenção aplicada aos outros municípios há as mesmas reivindicações, mas com patamares inferiores, considerando as condições econômicas dessas empresas", explica o advogado.



Ainda conforme Silva, há expectativa de uma conciliação, a ser definida no próximo dia 30. "Não havendo acordo, uma nova audiência está marcada para as 16 horas", completa.


Entre os itens que compõem o dissídio estão o índice de correção salarial, concessão de aumento real aos salários, data-base da categoria, isonomia salarial e participação nos lucros e resultados. A pauta tem por base o rol de cláusulas para as negociações deste ano, aprovado em assembleia em outubro do ano passado.

No caso dos empregados do Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL), os motoristas e cobradores exigem reajuste de 6,5%. Com isso, o piso salarial de motoristas sobe para R$ 2,125,07 e, de cobrador, para R$ 1.315,00. Eles também exigem vale-alimentação de R$ 182,00. A data-base é janeiro de 2015.


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