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Flagrado com menor em motel

Auditor é ouvido em caso de exploração sexual; sentença sai em 20 dias

Guilherme Batista - Redação Bonde
01 jun 2015 às 15:37

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Gustavo Carneiro/Equipe Folha
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A primeira audiência referente ao mega esquema de exploração sexual de adolescentes teve continuidade na 6.ª Vara Criminal de Londrina nesta segunda-feira (1.º). O encontro havia tido início no último dia 20, mas precisou ser adiado para a convocação de testemunhas. Nesta segunda, os suspeitos Luiz Antônio de Souza e Carla de Jesus foram ouvidos pela juíza Zilda Romero, que, a partir de agora, pretende analisar todos os depoimentos e provas coletados durante o julgamento. A sentença deve sair em 20 dias, de acordo com informações da promotora Suzana de Lacerda.

Vale lembrar que a rede de exploração sexual veio à tona em Londrina no dia 13 de janeiro, quando o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza foi preso, em um conhecido motel da cidade, na companhia de uma adolescente de 15 anos. Carla, também detida na ocasião, teria aliciado a própria irmã para o auditor.

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O teor dos depoimentos dos dois acusados não foi revelado por conta de o caso correr sob sigilo judicial. A juíza também ouviu, durante a audiência, a adolescente aliciada, os pais dela e policiais que participaram da prisão de Souza e Carla.


Durante o julgamento, a defesa de Souza argumentou que o auditor não chegou a manter relações sexuais com a adolescente no dia do flagrante. "É por isso que pedimos a anulidade do processo. Entendemos que o fato é ato preparatório e não consumatório", argumentou o advogado Eduardo Duarte Ferreira em entrevista ao Bonde.


Ele disse, ainda, que o fato de a defesa apresentar argumentos durante o julgamento "não muda em nada os termos da delação premiada" firmada entre o auditor e o Ministério Público. Souza, suspeito de integrar a rede de exploração sexual e também o esquema de cobrança de propina descoberto dentro da Receita Estadual, aceitou colaborar com as investigações e vem prestando diversos depoimentos ao Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nas últimas semanas.


O auditor revelou, por exemplo, que parte do dinheiro angariado pelo esquema da Receita, cerca de R$ 2 milhões, foi encaminhado para a campanha à reeleição do governador Beto Richa (PSDB).


O advogado de Souza lembrou, ainda, que o cliente dele é réu em diversas ações, e que novas audiências deverão ocorrer no decorrer das próximas semanas.

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(com informações do repórter Celso Felizardo, da Folha de Londrina)


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